Munido do manual de instrução do fabricante, o vereador Ângelo Almeida voltou a questionar, no plenário da Câmara Municipal, a eficácia de um equipamento adquirido pela Prefeitura de Feira de Santana para buscar resolver o problema de abastecimento de água potável em escolas municipais, o chamado bebedouro digital.
Segundo ele, a umidade relativa alta do ar necessária para o melhor aproveitamento do bebedouro não se verifica nesta cidade. “Em Feira de Santana, a média de umidade relativa do ar é de 50%. Nessas condições, o aparelho produz 16 ou 17 litros de água por dia. É o que diz o fabricante através do manual que está em minhas mãos”, declarou o petista.
Além de uma taxa maior de umidade relativa do ar, a temperatura de Feira de Santana também não ajuda, diz o vereador. “Sábado à noite, por exemplo, a temperatura acusava 30 graus centígrados na cidade. Trinta graus à noite”, ressaltou Ângelo Almeida, observando que é necessário uma temperatura bem mais amena para o melhor funcionamento da máquina.
O vereador informou que uma “nota do fabricante”, no último parágrafo do manual da máquina H2-O pure, como é denominada, diz o seguinte: “parabéns por ter adquirido este equipamento. Ele garante para você e sua família água pura. Portanto, é para atender a uma família, não a comunidade de uma escola”.
O Município comprou cerca de 300 máquinas, a R$ 6 mil cada, o que dá um investimento de R$ 1,8 milhão, conforme dados do vereador Ângelo Almeida. Em seu entendimento, foi uma compra equivocada. “Se a água da Embasa não atende às necessidades ou não tem a qualidade ideal, que se busque junto ao Governo do Estado, as melhorias exigidas”, recomendou.







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