Caças Rafale e Gripen, opção do presidente Lula será pelo francês, mas governo terá que reduzir preços e abrir tecnologia

Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, considerado de 4,5ª geração, projetado na década de 80 para substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido também para a marinha francesa, para operar em porta-aviões.
Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, considerado de 4,5ª geração, projetado na década de 80 para substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido também para a marinha francesa, para operar em porta-aviões.
Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, considerado de 4,5ª geração, projetado na década de 80 para substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido também para a marinha francesa, para operar em porta-aviões.
Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão com asa em delta, considerado de 4,5ª geração, projetado na década de 80 para substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido também para a marinha francesa, para operar em porta-aviões.

O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, comparou, nesta quarta-feira, o caça Rafale a uma Ferrari; e o avião Grippen, a um veículo da marca Volvo, para marcar a diferença entre o caça francês e o sueco que participam da licitação do governo brasileiro para renovar parte da frota aérea nacional.

Entrevistado pela rádio francesa RMC, Hervé Morin disse que não conhece o relatório da FAB (Força Aérea Brasileira), que teria sido entregue, segundo matéria publicada na terça-feira, pelo jornal Folha de S. Paulo, ao ministério da Defesa do Brasil e afirmou que não gostaria de comentar rumores veiculados pela imprensa brasileira.

O ministro, entretanto, não poupou palavras para defender os caças franceses e disse que não se pode comparar o incomparável. O Rafale, segundo ele, é o único avião no mundo capaz de desempenhar, ao mesmo tempo, funções de defesa aérea, ataque no solo, e reconhecimento. O Grippen, da sueca Saab, não tem as mesmas funções, afirmou o ministro.

Hervé Morin também reforçou a ideia de que a decisão final será muito mais política do que técnica. Segundo ele, a França e o Brasil têm hoje uma parceria estratégia que vai muito mais além da simples relação entre cliente e fornecedor. Além do Rafale e do Grippen, também concorre na licitação o F-18, da norte-americana Boieng. O governo brasileiro pretende adquirir 36 caças.

Em nota divulgada à imprensa na terça-feira, o comando da Aeronáutica informa que “encerrou o relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes e destaca que, até o presente momento, não o encaminhou ao Ministério da Defesa.” O texto ainda ressalta que “o relatório de análise técnica permanece pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, compensação comercial e transferência de tecnologia.”

Fabricante francês não comenta preferência da FAB por caça sueco

A Dassault, fabricante do Rafale, se recusou a comentar a informação de que o caça francês teria ficado em último lugar no relatório técnico entregue pelo Comando da Aeronáutica. A empresa francesa diz que cabe ao governo brasileiro se pronunciar a respeito do assunto e aguarda uma decisão para meados de janeiro. De acordo com o documento, cujos trechos foram divulgados nesta terça-feira pela Folha de S. Paulo, a primeira opção é o Gripen NG, da empresa sueca Saab. O F-18 da Super Hornet, da empresa norte-americana Boeing, ficou em segundo lugar.

O Brasil quer renovar a frota da Força Aérea e lançou uma licitação no ano passado para a compra de 36 caças. De acordo com a Folha, o relatório teria sido entregue ao Ministério da Defesa, o que foi negado pela FAB. Em nota à imprensa, o comando da Aeronáutica informa que “encerrou o relatório final de análise técnica das aeronaves concorrentes e destaca que, até o presente momento, não o encaminhou ao Ministério da Defesa.” O texto ainda ressalta que “o relatório de análise técnica permanece pautado na valorização dos aspectos comerciais, técnicos, operacionais, logísticos, industriais, compensação comercial e transferência de tecnologia.”

Em setembro, durante a visita do presidente Nicolas Sarkozy ao Brasil, a escolha do Rafale chegou a ser anunciada por Lula e Sarkozy em nota conjunta, gerando mal-estar no Ministério da Defesa, que ainda não havia recebido uma avaliação da FAB. Teoricamente, o governo brasileiro ainda pode optar pelo Rafale, ignorando o relatório, que aponta dois defeitos na negociação do Rafale: o preço, muito mais alto do que Sarkozy teria prometido a Lula, além de dificuldades na transferência de tecnologia.

A Saab teria oferecido o Gripen pela metade do preço do Rafale, cerca de 70 milhoes de dólares. Além disso, a companhia sueca alega que a hora do voo do Gripen é quatro vezes mais barata que a do concorrente francês. A Dassault contesta, afirmando que, apesar do funcionamento do Rafale ser mais caro por causa de suas duas turbinas, o desempenho francês seria melhor. Em relação ao compromisso de tranferência de tecnologia, o relatório citado pelo jornal tambem aponta vantagens para o lado sueco – como o projeto Gripen é mais recente, teoricamente isso abriria acesso a mais parcerias no futuro.


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