Políticos baianos se mobilizam na busca de uma solução para a Indefinição sobre gestão do Aeroporto Internacional de Salvador

A indefinição sobre a gestão do Aeroporto Internacional de Salvador continua causando polêmica na classe política. Muitos estão querendo tirar vantagem da situação quando deveria buscar, o mais rápido possível, uma solução que atenda os interesses de todos os baianos. Em tom de ironia o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) aproveitou-se da situação para dar uma cutucada no governador Jaques Wagner ao sentenciar: “ Desde que Wagner assumiu o governo em janeiro de 2007, que sua administração perde de goleada para a de Eduardo Campos, governador do Estado de Pernambuco”, observa.

Com um comportamento diferenciado de seu colega de partido, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) garante que já se encontra mobilizado para solicitar à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária uma explicação definitiva sobre quem irá de fato administrar o terminal. Ele alega que a declaração do ministro da Defesa, Nelson Jobim, de que Brasília continua a gerir o espaço da capital baiana e a negativa da Infraero de que possa continuar a administrar o local tem confundido a população.

Para o parlamentar baiano a situação é puramente de caráter político. E faz duas obsevações em relação ao problema. A de que o ministro Jobim está desautorizando a Infraero, o que contraria todo o planejamento da empresa e criaria uma exceção esdrúxula para que Salvador permaneça subordinada territorialmente a Recife, mas com um aeroporto administrado por Brasília. Ou a possibilidade do governador da Bahia estar se valendo de mais um factóide para tentar mostrar prestígio, o qual não possui, junto ao governo federal,

O deputado federal Colbert Martins (PMDB) também se posicionou contrário a possível transferência do controle do Aeroporto de Salvador para a Infraero de Recife. Colbert garante estar trabalhando no sentido de mobilizar a bancada baiana para lutar contra a medida da Infraero. E observou que a continuar neste ritmo em breve todos os órgãos federais no Estado passarão ao controle de Pernambuco, e cita como exemplo o Banco do Brasil, cuja superintendência também funciona no outro Estado.

O parlamentar se mostrou disposto a iniciar conversações com a bancada baiana com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a quem a Infraero está subordinada, e com o baiano Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) para tentar reverter a decisão.


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