Primeiro relatório global sobre o tema mostra que a população indígena é de cerca de 370 milhões de pessoas, o equivalente a 5% do total mundial, e corresponde a mais de 1/3 dos que vivem em extrema pobreza em áreas rurais.
Os povos indígenas no mundo vivem em situação alarmante de pobreza, saúde, educação, emprego, direitos humanos e meio-ambiente.
É o que revela o primeiro relatório global das Nações Unidas sobre o tema, intitulado ‘A Situação dos Povos Indígenas no Mundo’, produzido pelo Secretariado do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas da ONU e escrito por sete especialistas independentes.
Pobreza
Segundo o estudo, a população indígena é de cerca de 370 milhões de pessoas, o equivalente a 5% do total mundial, e corresponde a mais de 1/3 dos 900 milhões de indivíduos que vivem em extrema pobreza em áreas rurais.
O relatório mostra ainda que a expectativa de vida dos povos indígenas é 20 anos menor do que a média e que as taxas de suicídio, principalmente entre os jovens, são consideradas altas, como explicou à Rádio ONU, do Rio de Janeiro, o articulador dos direitos indígenas do Comitê Intertribal, Marcos Terena.
“A questão brasileira é colocada em dois aspectos, que é a questão do suicídio dos índios Kayowa do Mato Grosso do Sul, em função de relação de falta de território, da auto-estima, a perda da capacidade de gerar alimentos próprios e tradicionais gerando outras necessidades como problemas de saúde”, afirmou.
Ele também ressaltou a questão das taxas de doenças entre os indígenas. Segundo o documento os índices de pobreza dos povos indígenas em vários países da América Latina estão acima do resultado no resto do mundo. Os trabalhadores indígenas também ganham menos.
O texto mostra ainda que a mortalidade infantil é de 70% em comunidades indígenas, apesar de avanços na região nos últimos 40 anos.
*Com informações da Rádio ONU em Nova York.









Deixe um comentário