Baixa escolaridade afeta empregos de jovens da América Latina

Cepal discute promoção do trabalho decente e oportunidades de novos empregos para os jovens da região em encontro no Peru; apenas 32,4% das mulheres da América Latina com até três anos de escolaridade tem emprego.

Quanto mais baixo o nível educacional de jovens, menor será o acesso a empregos de qualidade e de alta produtividade, particularmente entre as mulheres.

A afirmação foi feita pelo secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, Cepal, Antonio Prado, durante encontro em Lima.

Escolaridade

Prado participa do 2º Fórum América Latina e Caribe – União Europeia, que termina nesta quarta-feira no Peru.

O encontro de três dias reúne especialistas, ministros, representantes de governo e de organizações internacionais para discutir a promoção do trabalho decente e oportunidades de novos empregos para os jovens.

O secretário-executivo da Cepal lembrou que apenas 32,4% das mulheres da região com até três anos de escolaridade tem emprego. O índice sobe para 53% quando elas tem educação primária e secundária completa.

Segundo Antonio Prado, a relação entre escolaridade e nível de pobreza é parecida. Quase 25% dos jovens mais pobres da região não são economicamente ativos nem trabalham. Entre os ricos, apenas 7% estão na mesma situação.

Investimentos

A fraca inserção no mercado de trabalho traria várias conquências, como baixa renda, desigualdade, transmissão de pobreza, má utilização de recursos investidos na educação e desintegração social.

O secretário-executivo da Cepal pediu mais investimentos em educação e capacitação de trabalho e medidas como ampliação das matrículas e aumento de jornada escolar para o nível primário.

As conclusões e recomendações do Fórum no Peru serão entregues aos chefes de Estado e governo que participam de encontro em Madri em maio.

*Com informações da Rádio ONU


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