Morador do bairro Novo Horizonte, antigo Matadouro, habitado em sua maioria por remanescentes do Quilombo Flor Roxa, na periferia de Serrinha, a 190 km de Salvador, o menino Felipe Ferreira da Silva, de 12 anos, aluno da 5ª série da Escola Estadual Carlos Freitas Mota, não cabia em si de contentamento. Ele foi o primeiro dos 400 alunos da rede pública sorteados, na última quarta-feira (24/03/2010), de um grupo de 1,6 mil inscritos para estudar no Centro de Educação Científica do Semiárido, implantado naquele município do Território do Sisal, cujas aulas começam na próxima segunda-feira (29).
O Centro de Educação Científica do Semiárido foi construído com o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), com recursos do Programa Estadual de Incentivo à Inovação Tecnológica (Inovatec). O valor total do projeto foi orçado em R$ 5 milhões, para a implantação e operacionalização pelo prazo de 18 meses, já concluídos.
Chamado popularmente de Escola de Ciências de Serrinha, o Centro, instalado no Colégio Estadual André Negreiros, cedido pela Secretaria Estadual da Educação, em regime de comodato e reformado para abrigar o empreendimento, foi concebido nos moldes do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), no Rio Grande do Norte. Ele tem um padrinho de peso e renome internacional, o médico paulista Miguel Nicolelis, um dos mais renomados cientistas da atualidade, coordenador do laboratório de neurociências da Universidade de Duke, nos Estados Unidos e diretor do IINN-ELS.
Na quinta-feira passada (25), a escola recebeu a visita do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos, que foi inspecionar, no local, os preparativos para o início das aulas. Na visita, Ramos conheceu Felipe, que, como outros jovens estudantes carentes de Serrinha, têm na Escola de Ciências a grande oportunidade de estudar numa escola de excelência e construir um futuro melhor.







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