Diz um antigo ditado que “baiano burro nasce morto” e, de certa maneira, nos envaidecíamos disso. Mas parece que as coisas mudaram… e a continuar assim não vai sobrar soteropolitano vivo.
Quero comentar da novidade no trânsito de Salvador, implantado pela Prefeitura desde o início do ano de 2006, de criar vias exclusivas para ônibus nas principais avenidas da cidade, na
faixa da direita, com sinalização horizontal em ranhura, ou mata-burro. Nesta fatídica quarta-feira, 07 de abril de 2010, energúmenos travestidos de burocratas do Transalvador resolveram reeditar a medida e pararam de vez a cidade, em congestionamento.
E o mata-burro usado nas fazendas de gado e adaptado para a capital da Bahia está se transformando em “mata-baiano”. Não vai sobrar baiano vivo!
Sim, mata-baiano porque aceitamos passivamente essa insanidade, essa tolice, essa arbitrariedade que permite ao gestor municipal de aplicar multas no valor de R$50 e tirar 3 pontos da carteira do motorista “infrator”. Quem é o infrator? Onde está a via exclusiva?
Essa faixa pretensamente exclusiva para ônibus foi sinalizada à direita, em avenidas onde às suas margens existem entradas e saídas de veículos das ruas transversais, e estabelecimentos comerciais e residenciais com garagens ou estacionamento.
Tudo que aprendemos sobre leis de trânsito e direção segura somos obrigados a esquecer… pois somos proibidos de transitar na pista da direita com uma distância segura para conversão também à direita. Não podemos… corre-se o risco de ser multado. Temos que saltar no cruzamento da pista de centro para a transversal, loucamente, com risco de colisão e ameaça a integridade física dos demais.
A Prefeitura de São Paulo criou os “passa-rápido”, corredores de trânsito para ônibus, mas lá as condições foram asseguradas. Em Salvador, proibiu-se o trânsito na faixa da direita onde não se poderia introduzir essa sandice e… pronto! Alimenta-se a indústria da multa sobre nós, os patos… digo, cidadãos.
Cadê o Ministério Público? Cadê a Câmara Municipal? Cadê nós, a opinião pública? Vamos aceitar passivamente esse absurdo? Não será revogada essa medida? O funcionário comissionado que criou essa asneira não será punido?
Acordem soteropolitanos, pelo menos passem essa mensagem para o maior número de cidadãos que conhecem. Não deixemos ficar assim!










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