
ONU lamentou detenção e posterior libertação de primeiro-ministro e de chefe das Forças Armadas; ex-comandante da Marinha, Bubo Na Tchuto, que estava refugiado nas instalações da organização em Bissau, há mais de três meses, e que tem acusação anterior de tentativa de golpe de Estado, foi retirado do local e escoltado por militares.
O Escritório Integrado das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Uniogbis, lamentou a detenção e posterior libertação por militares do primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e do chefe das Forças Armadas, Zamora Induta.
O ex-comandante da Marinha, Bubo Na Tchuto, que estava refugiado nas instalações da ONU em Bissau, há mais de três meses, e que tem acusação anterior de tentativa de golpe de Estado, foi retirado do local e escoltado por militares.
Documento
Um comunicado da Uniogbis afirma que Bubo Na Tchuto abandonou o edifício das Nações Unidas de forma voluntária. A mesma nota acrescenta que ele assinou um documento em que afirmava sair por vontade própria.
O porta-voz da Uniogbis, Vladimir Monteiro, disse à Rádio ONU, de Bissau, que os eventos ocorrem numa altura em que o país se encontrava em dinâmica de desenvolvimento.
“Estes acontecimentos demonstram novamente a fragilidade da Guiné-Bissau, sobretudo esta intervenção do poder militar”, afirmou.
Segundo agências de notícias, o vice-chefe das Forças Armadas, Antônio Indjai, assumiu o comando da instituição militar em substituição a Zamora Induta. Vladimir Monteiro confirmou a divulgação da notícia pelas rádios em Bissau.
“As rádios anunciaram que o vice-chefe do Estado Maior assumiu a liderança das forças armadas. Sobre o primeiro ministro, estive para efeitos de informação perto do gabinete ministerial para fazer algumas imagens do regresso dele ao edifício e havia milhares de pessoas em manifestação”, disse.
Reunião
O representante especial de Ban Ki-moon na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba e o chefe da Cedeao no país se reuniram com o presidente da República, Malam Bacai Sanhá, para discutir os acontecimentos desta quinta-feira.
Importantes figuras políticas e militares guineenses, incluindo o antigo presidente João Bernardo Nino Vieira e o ex-chefe das Forças Armadas, Tagmé Na Waié, foram assassinados no ano passado.
.*Com informação da Rádio ONU, Nova York.







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