
Um dos mais importantes aspectos na definição de uma boa gestão pública, é a capacidade do gestor e sua equipe em se anteciparem aos acontecimentos, chegando na frente quando se trata de beneficiar sua cidade, seu estado, seu país. Hoje, sobra esta capacidade em diversos estados brasileiros e infelizmente, não existe na Bahia.
Um exemplo magnífico disto que estou afirmando é que o governo de Pernambuco, após a formação do consórcio entre as empresas Schahin Engenharia-Tomé para a instalação de um estaleiro no porto de Suape, vai concretizar a construção da primeira plataforma para extração de petróleo na camada pré-sal, no Nordeste.
O volume de recursos envolvidos nesta operação é de imensa importância para a economia daquele estado.
“A primeira plataforma de exploração do pré-sal vai ser construída em Pernambuco.”
A afirmação foi feita em fevereiro deste ano pelo governador Eduardo Campos, durante anúncio da instalação do segundo estaleiro do complexo industrial e portuário de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco.
O estaleiro representa investimento de R$ 300 milhões, deve ser concluído em dois anos e prevê a geração de 1.700 empregos. O governador se referiu também à contratação para a construção da plataforma FPSO Guará da Petrobras, no valor de US$ 1,5 bilhão. Ela será instalada no campo de Guará, na Bacia de Santos.
O estaleiro pernambucano ocupará área de 40 hectares que será arrendada pelo governo estadual ao consórcio por R$ 0,50 o metro quadrado. Eduardo Campos afirmou ainda, na época, que o empreendimento deveria ajudar Pernambuco a trazer um terceiro estaleiro para o polo de Suape. Não estava enganado e como riqueza gera riqueza, as empresas Galvão Engenharia e Alusa anunciaram recentemente investimentos na mesma região, da ordem de 350 milhões de dólares, gerando mais 25 mil empregos diretos.
A previsão é a de que as obras comecem já no mês de julho, com conclusão em setembro de 2011.
O presidente da Tomé, Carlos Alberto de Oliveira e Silva, e o diretor da Schahin, José Antônio Schwartz declarou quando da assinatura dos contratos que o consórcio encontrou em Pernambuco todo o apoio necessário para a implantação do seu emprendimento. O projeto está sendo beneficiado com os incentivos fiscais do Prodepe e do Prodinpe.
E nós na Bahia, terra em que o petróleo foi descoberto e explorado pela primeira vez no Brasil, o que estamos fazendo em relação ao pré-sal? Nada.
Para o atual governo do estado é como se não existisse esse formidável veio de desenvolvimento para o país e para todos os estados brasileiros que é o pré-sal, principalmente para aqueles produtores de petróleo.
Aqui, estamos em marcha ré. A Petrobrás pretende simplesmente desativar todas as frentes de exploração de petróleo em solo existentes na Bahia, já que a extração marítima vem apresentando resultados muito mais expressivos. E nós simplesmente não fazemos absolutamente nada para nos engajarmos nas novas frentes de trabalho da Petrobrás.
Enquanto Pernambuco e outros estados geram receita e criam postos de trabalho graças ao pré-sal, a Bahia perde divisas e cria desemprego. Nos últimos anos os investimentos da Petrobrás na Bahia praticamente desapareceram.
Em 2003 foi feito um poço de extração da gás natural em Camamu e para 2011 há um projeto de requalificação da refinaria Landulpho Alves, caracterizando a Bahia como mero distribuidor de combustível para a região.
Será que o petróleo baiano também faz parte da herança maldita que impede o atual governo do estado de trabalhar?
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