
“A questão nuclear e o terrorismo não estão sendo tratados pelo governo brasileiro com a devida atenção”. A advertência é do embaixador Marcos Azambuja. Ele faz palestra nesta segunda- feira (19/04/2010) sobre a atual política externa nacional, às 10 horas., durante o lançamento do livro “A Política Externa do Brasil – Presente e Futuro”. Promovido pela Fundação Liberdade e Cidadania, entidade ligada ao Diretório Nacional do Partido Democratas, o evento será realizado na Unijorge (Centro de Relações Internacionais, Prédio 1, na Avenida Paralela 6.775), com entrada franca.
Resultado de seminário realizado no ano passado, em São Paulo, com a participação, além de Azambuja, dos embaixadores Luiz Felipe Lampreia, Rubens Ricúpero, Sergio Amaral, Sebastião do Rego Barros, Roberto Abdenur e do jornalista Antonio Carlos Pereira, de O Estado de S. Paulo, o livro “A Política Externa do Brasil – Presente e Futuro” reúne as palestras realizadas. Apresenta uma análise profunda sobre a condução da diplomacia brasileira na chamada “Era Lula”.
“A principal conclusão é a de que nos últimos anos houve um desmanche da política externa brasileira, cujo foco foi reduzido a, praticamente, um único objetivo no momento inatingível: conquistar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU”, diz o presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, o deputado federal José Carlos Aleluia.
Para Aleluia, Ao longo de quase oito anos à frente do Itamaraty, o PT escolheu o caminho de apoiar governos com os quais se identifica ideologicamente deixando de lado o profissionalismo e a isenção que sempre marcaram a diplomacia brasileira. “O Barão do Rio Branco dizia que “em toda parte lembro-me da Pátria”. A diplomacia petista subverteu esta máxima, trocando-a por ‘em todo lugar me lembro do partido’”, comenta.
Marcos Azambuja
Autor da palestra a ser realizada durante o lançamento do livro “A Política Externa do Brasil – Presente e Futuro”, Marcos Azambuja é diplomata de carreira. Foi chefe da Delegação do Brasil para Assuntos de Desarmamento e Direitos Humanos, em Genebra, de 1989 a 1990; coordenador da Conferência Rio 92; secretário-geral do Itamaraty de 1990 a 1992; embaixador do Brasil na Argentina de 1992 a 1997 e embaixador do Brasil na França de 1997 a 2003.
Azambuja é especialista nos campos do desarmamento, desenvolvimento sustentável, integração regional, direitos humanos, Antártica e política espacial. Atualmente atua como consultor e membro do Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo.







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