
Eis que na sua nova fase de vida, em núpcias permanentes, Luciano Ferreira fez as malas e foi a São Paulo conhecer a sogra.
Qual foi a última vez que Luciano subiu num avião? Certamente foi naquelas idas e vindas ao médico, acompanhando a sua saudosa e pranteada Marlene.
Viagem de turismo mesmo… nem a Saubara. Mas eis que na sua nova fase de vida, em núpcias permanentes, Luciano Ferreira fez as malas e foi a São Paulo conhecer a sogra.
Sim, falamos de Luciano Serva Ferreira. Economista de profissão e barraqueiro de vocação. Almirante das Areias do Mar de Pituaçu, personagem principal das incursões literárias deste modesto escrevinhador (ver links abaixo).
De fato, conhecer mesmo a sogra ele não conseguiu. Como a digníssima senhora reside em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, a preguiça que acomete baianos em plagas paulistanas, impediu que Luciano para lá se deslocasse. Porém, com a mesma — isto é, a sogra — ele estabeleceu interessante diálogo telefônico:
— Como vai a sua barraca de praia? Com o sol, os clientes voltaram?
Ao que Luciano socraticamente respondeu:
— O que vai, não volta mais…
Resposta que emudeceu a dita senhora do outro lado da linha:
— ………………..
Mas ela não se dá por vencida:
— Indico ao senhor importante visita à feira de orquídeas e bromélias em Jundiaí.
Ao que Luciano contesta:
— Não confundir com romélios!
Do outro lado:
— ……………..
O diálogo quase impossível termina por aí.
Buscando agradar ao nosso herói, a sua amada anfitriã, uma Centelha do Destino que pousou na vida do prócer dos Serva Ferreira, promete satisfazer um sonho de infância do mesmo — quer dizer — de Luciano.
Qual não foi a emocionante surpresa quando o dito personagem é levado ao Museu da Casa Brasileira, na requintada Av. Faria Lima, para assistir a um show do… Zimbo Trio!
Este foi só o início do périplo etílico-cultural de Luciano na pauliceia. Entre um chopes e outro… e mais outros, Luciano ainda teve tempo de visitar importantes museus, como aquele que é dedicado à pobrezinha língua portuguesa, que já foi motivo de esclarecedor artigo aqui neste blog:
Provando da sofisticada boemia paulistana, Luciano, com a sua consorte, romanticamente frequentou o piano bar Piratininga, na badalada Vila Madalena, o “Pira”, para os iniciados. Ainda teve tempo de visitar a esquina da Av. Ipiranga com a Av. São João, entretanto, não “tomou uma” no Bar Brahma. Fica para a próxima visita à desvairada pauliceia.
Nós que amávamos tanto a revolução
Almirante das Areias do Mar
O tornozelo de Luciano Ferreira
O quarador de borboletas
Pra não dizer que não falei de flores… e pássaros
Verão na Bahia








Deixe um comentário