Vereadores de Feira de Santana criticam obras da Embasa; Frei Cal protesta contra os supersalários do TJBA

Os vereadores Reinaldo Miranda (Ronny), José Sebastião (Bastinho) e Ailton Araújo Rios (Ailton Mô), hoje (12/05/2010), na sessão legislativa da Câmara Municipal, teceram duras críticas a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) pelos transtornos que esta vem causando a população feirense, devido às obras de esgotamento sanitário nas vias públicas de Feira de Santana.

Segundo Ronny, a Embasa deixou várias ruas esburacadas no bairro da Cidade Nova e, por conta disso, ontem à noite, um estudante ficou gravemente ferido, após cair em um dos buracos. “O estudante foi levado para uma policlínica e, posteriormente, transferido para um hospital”. Ronny acrescentou que as reclamações contra a empresa partem de toda a cidade. Para o vereador, a falta de manutenção das vias públicas mostra o descaso da Embasa para com a população feirense.

O vereador afirmou também que a empresa está prejudicando a administração do Governo Municipal. “Não podemos aceitar essa situação. O que se tem feito no município de Feira de Santana é desfeito pelos prepostos da Embasa”, observa Ronny.

Na opinião de Bastinho, “o povo está clamando no deserto. Em Feira de Santana, eu acho que a Embasa não tem diretor, não tem representatividade política. Nós nos sentimos acuados, impotentes em saber que um órgão como a Embasa está destruindo tudo no município e não dispõe de pessoas responsáveis, nem para dar uma resposta à comunidade”.

De acordo com Ailton Mô, a representante da MRM Construtora – empreiteira contratada pela Embasa para implantação da rede de esgotamento sanitário – alegou numa reunião que as chuvas, ocorridas recentemente no município, que provocaram danos nas vias públicas e comprometeram as obras. Diante dessa justificativa, o vereador disse que, imediatamente, contestou a declaração da representante da empresa. “A culpa não é da chuva e sim da empresa que começou essas obras de forma desordenada e muito desorganizada”.

Para comprovar a afirmação, o vereador disse que citou como exemplo nove ruas do bairro Eucalipto, que foram abertas simultaneamente pela empresa, deixando as pessoas ilhadas. Conforme Ailton Mô, a situação quase gerou outro problema grave. “Um comerciante, morador há 20 anos da Rua Pomponet, impedido de transitar na via pública, em decorrência das obras, se uniu com a comunidade e, em seguida, o grupo foi tomar todas as ferramentas dos trabalhadores. Por sorte, os funcionários da obra não se manifestaram contra os moradores”.

Ailton Mô finalizou seu discurso, clamando por mudanças, sobretudo, mais responsabilidade, no que tange ao serviço de esgotamento sanitário e de recuperação da pavimentação das vias públicas de Feira de Santana.

Frei Cal protesta

O vereador Carlos Alberto – Frei Cal – (PMDB), hoje (12), em seu discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, enfatizando a matéria do Jornal A TARDE, cujo título: “Saiba quem recebe supersalários no Tribunal de Justiça da Bahia”, afirmou que a folha salarial do TJ-BA é um assalto aos cofres públicos. Segundo ele, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já está investigando o caso.

“Só pra vocês terem uma idéia do absurdo dessa violência, um engenheiro da Supervisão de Acompanhamento de Obras ganhou 52 mil reais. O mesmo valor foi pago a um técnico administrativo. Uma assessora de desembargadora recebeu 41 mil reais, e por ai vai. São vários exemplos de supersalários. Isso é uma violência, um assalto. Funciona no Tribuna de Justiça uma máfia, mas precisamente, em Salvador. Quem está por trás desse esquema merece ir para prisão. Infelizmente, nós vivemos num país que ainda esse tipo de situação passa por questões de ser encoberto. Os verdadeiros ladrões, assaltantes ficam fora das cadeias”, declarou Frei Cal.

Na opinião de Marialvo, “é desmoralizante a estrutura que está montada na Justiça baiana. Está aí o exemplo, enquanto tem assessor de desembargador colocando mais de 50 mil no bolso, o TJ-BA não tem condições de pagar salário de mil e poucos reais para ter atendente nos cartórios”, observa.


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