Grupo chinês vai investir em energia renováveis na Bahia, focada nas culturas de soja, girassol e mamona

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A missão da agropecuária baiana à República Popular da China começa a colher os primeiros frutos. Em Pequim, o grupo Pallas International Consultants assinou protocolo de intenções com o governo da Bahia, através das Secretarias da Agricultura, do Planejamento, da Indústria, do Comércio e Mineração, e da Infra-estrutura, representadas no ato pela Seagri, reafirmando sua disposição de investir na Bahia no segmento de energias renováveis, (biodiesel, solar, eólica e biomassa). O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, assinou o documento juntamente com o presidente da Pallas, Richard Qiu.

O presidente do grupo Pallas, Richard Qiu, afirmou que a assinatura do protocolo se reveste da maior importância porque este ato era necessário para oficializar o grupo junto ao governo chinês, e assim dar sequência aos investimentos na Bahia. De acordo com Richard Qiu, além de visar a produção de oleaginosas e biodiesel, “muitos outros negócios podem surgir em diversas outras áreas”.

A convite do presidente, a comitiva baiana visitou as instalações do grupo Pallas, onde foram feitas apresentações das potencialidades e interesses de negócios de cada cadeia produtiva representada na delegação da Bahia.

Eduardo Salles explicou que a Pallas quer investir em parceria com os produtores baianos nas culturas de soja, girassol e mamona, intencionando também a compra de produtos. O próximo passo será a vinda de um grupo de representante do grupo à Bahia, para visitar as regiões que produzem estas culturas. A mamona tem seu maior pólo produtor na região de Irecê, mas está presente também na Chapada Diamantina e na região Nordeste do Estado. A soja é produzida na região Oeste, enquanto que o girassol está sendo produzido no Oeste, Chapada e região Nordeste. A visita dos empresários chineses deve acontecer nos próximos 90 dias.

A missão baiana permanece na China até o dia 24. A programação inclui visitas a indústrias de processamento de frutas, de alho e gengibre, e rodadas de negócios nas cidades de Jinan, Shandong e Laiwu.

Participam da missão a Associação de Produtores de Cacau, APC; Instituto da Fruta; Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia, Aiba, entidade que congrega 95% dos produtores do Oeste baiano; Associação dos Produtores de Algodão da Bahia, Apaba; Fundação Bahia; Associação dos Frigoríficos da Bahia; Cooperativa Mista Agropecuária Conquistense, Coopmac, e Associação dos Produtores de Café da Bahia, Assocafé.

A agropecuária baiana é responsável por 24% do PIB baiano, e os segmentos representados nesta missão representam mais da metade deste percentual, segundo avalia o superintendente de Políticas do Agronegócio da Seagri, Jairo Vaz. A missão representa uma oportunidade concreta de expansão da presença baiana no continente asiático, e conta com o apoio da Agência de Promoção à Exportação na China (APEX).


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