Dona Maria de Lourdes, 61 anos, chegou à clínica às 2h da madrugada, sentindo fortes dores no abdômen, para tentar um atendimento de urgência. Solicitou a consulta médica à recepcionista, que fez uma pergunta automática: “Qual o plano da senhora?”. Beneficiária do plano de saúde Planserv, dona Maria entregou o cartão à recepcionista, que, após conferir, via web, se o credenciamento estava atualizado e ela estava ativa no plano, encaminhou-a para um aparelho de leitura ótica, que cadastrou a sua impressão digital.
O caso de dona Maria é fictício, mas esta já é uma realidade vivida pelos baianos, graças a uma parceria entre a Secretaria Estadual da Administração (Saeb) e a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb).
Todo o serviço de identificação biométrica do Planserv está hospedado na Prodeb, que dedicou um servidor IBM exclusivamente para receber e processar os dados captados pelos leitores óticos. A máquina, dedicada pela Prodeb ao sistema de biometria, roda uma aplicação da empresa Bioconect e possui quatro núcleos de processamento.
“A capacidade é tão grande que o serviço não atinge nem 10% do limite da máquina”, afirmou Dilmário Araújo, analista de TI da Prodeb. A previsão do Planserv é que até o fim do ano todas as clínicas credenciadas estejam utilizando o novo sistema de biometria.
A identificação pelo sistema de biometria ainda é novidade para os baianos. Recém-instalado pelo Planserv em três clínicas em Salvador, o sistema se encontra na fase de ajustes de performance, quando se pretende aumentar a velocidade na leitura da impressão digital do paciente.
Tudo funciona via web. Primeiro, o leitor ótico capta a impressão do beneficiário, depois transforma as informações recebidas em códigos, que são enviados para o banco de dados do Planserv, que está locado na Prodeb. A proposta é funcionar como ‘fiscal’ que impeça fraudes nos atendimentos médicos, informando automaticamente se a digital é de um paciente credenciado ou não.










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