Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados pediu aos governos europeus para garantirem que a situação no Iraque seja considerada em conjunto, incluindo o nível de ilegalidade no país; Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido podem realizar deportação de cidadãos iraquianos ainda esta semana.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, afirmou nesta terça-feira que iraquianos originários de Bagdá, Diyala, Ninewa, Salah-al-Din e da província de Kirkuk deveriam ser beneficiados com proteção internacional.
O órgão se referiu à intenção de quatro governos, Holanda, Noruega, Suécia e Reino Unido, em realizar deportação de cidadãos iraquianos ainda esta semana.
Motivos Válidos
Segundo o Acnur, não há confirmação sobre o número de pessoas ou se elas entraram com pedido de proteção. Em comunicado, o Alto Comissariado citou a Convenção sobre Refugiados de 1951 ou outra forma de auxílio de acordo com o caso.
O órgão disse que a situação de segurança nessas áreas do Iraque é volátil e ainda existe alto índice de violência em vigor, falta de segurança e violações de direitos humanos.
O Acnur afirmou que considera sérias ameaças à vida, à integridade pessoal ou à liberdade resultante de violência ou eventos de desordem pública como motivos válidos para proteção internacional.
Deslocamento
O Alto Comissariado pediu aos governos europeus para garantirem que a situação no Iraque seja considerada em conjunto, incluindo o nível de ilegalidade no país.
De acordo com o órgão, a insurgência e a violência em curso tem levado a deslocamento de grande escala interna e externa da população iraquiana, com a maioria dos refugiados na Síria e na Jordânia. Há a preocupação de que o regresso forçado da Europa poderia enviar sinal a outros países, principalmente àqueles que fazem fronteira com o Iraque.
*Com informação da Rádio ONU em Nova York.








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