De biruta de aeroporto para comediante | Por Yulo Oiticica

O deputado estadual Yulo Oiticica (PT/BA) critica o deputado federal ACM Neto (DEM/BA) em artigo.

Esconder e maquiar os dados do governo é uma marca dos governos pelefelistas. Por isso, soa como tragicômica as declarações do deputado federal ACM Neto, herdeiro de um governo que os baianos não possuem qualquer saudade. É hilário, senão trágico.

Será que o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto continua achando que o povo baiano não tem memória. Foi nos sucessivos governos pelefelistas que a Secretaria de Segurança Pública proibia a polícia de registrar assalto a ônibus, quando não se tratava de valores vultuosos. Será que o salário mínimo do trabalhador comum não é considerado um valor vultuoso.
Está mesma secretaria teve que ouvir da ONU que os grupos de extermínio cresceram na década de 90 na Bahia em proporções nunca vistas antes: 39%, em São Paulo; 41%, no Rio de Janeiro; e 291%, na Bahia.

O parlamentar pelefelista esqueceu que a Bahia era o estado campeão de analfabetismo no Brasil, mas, que com o governo Jaques Wagner já alfabetizou 460 mil baianas, como a centenária Dona Enedina, do Todos pela Alfabetização (TOPA); que a Bahia tinha uma única universidade federal em detrimento de dezenas no estado de Minas Gerais, mas, que agora respira novos ares com a Universidade Federal do Recôncavo, em Cruz das Almas, e a Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Juazeiro.

A Bahia agora é de todos nós. Não tem mais a força de um grupo político que dizia poder eleger um poste, como, infelizmente, elegeu por tantas vezes. Mas, a Bahia não precisa mais das aves de rapinas com seus agouros de sempre. A verdade não só liberta, como dizia São João, mas é um instrumento fundamental para a identificação da realidade que temos e a construção da realidade que queremos. Por isso, a verdade é um princípio, não se discute. Essa é marca deste governo.

*O deputado estadual Yulo Oiticica é soteropolitano, nascido em 25 de janeiro de 1965. Filho de Zurmário Gomes Pereira (in memorian) e Darcy Porto Oiticica Pereira, é o segundo filho de uma família de seis irmãos. É pai de Yulo Júnior e Yusca, frutos do seu casamento com Ariselma Pereira. Iniciou sua militância política ainda jovem na Igreja Católica, atuando na busca por direitos e políticas públicas de juventude dentro das pastorais, em especial na PJMP – Pastoral de Juventude do Meio Popular – na qual foi assessor por mais de 10 anos. Com compromisso e fé engajados na luta social, começou a se organizar no trabalho de base católica, atuando e ajudando a construir as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) em toda a Bahia. Neste período já atuava na luta em defesa dos direitos humanos.


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