No Dia Internacional dos Povos Indígenas, alta comissária para direitos humanos diz que, apesar de avanços, discriminação e pobreza continuam presentes nas aldeias.
A alta comissária de direitos humanos das Nações Unidas, Navi Pillay, afirmou que o mundo não pode ser complacente com o sofrimento dos povos indígenas.
Numa nota para marcar o Dia Internacional dos Povos Indígenas nesta segunda-feira, Pillay disse que pobreza, marginalização e violações de direitos continuam presentes na vida dos índios.
Indefinição
Para a alta comissária, existe um abismo entre os princípios da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas e a realidade das aldeias.
A líder indígena Miriam Terena disse à Rádio ONU que no Brasil, não existe muito motivo para comemorar por causa “da indefinição na distribuição de terras”.
“Primeiramente a questão territorial. Não queremos terra, ouro nada. Queremos as nossas terras, viver no habitat natural. Mas infelizmente isso não está ocorrendo. Não existe muita comemoração”, disse.
Parceria
Segundo Miriam Terna, o Brasil tem 250 povos e 190 línguas indígenas.
A alta comissária da ONU terminou sua nota dizendo que indígenas em todo o mundo continuam sofrendo em várias áreas com saúde, educação e meio ambiente.
Navi Pillay pediu que o mundo redobre seus esforços por o que ela chamou de uma parceria pela ação e dignidade a favor dos indígenas.
*Com informações da Rádio ONU









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