Para vice-secretário-executivo do órgão, região deve analisar os riscos de um crescimento ainda fraco da economia americana, e no que ele chamou de “segunda onda” da crise que atinge a Europa.
A Comissão Econômica para América Latina e Caribe, Cepal, está comemorando o bom desempenho das exportações da região, que deverão crescer mais de 21% em 2010.
Mas segundo especialistas do órgão, os países latino-americanos devem continuar atentos aos movimentos das economias da Europa e dos Estados Unidos.
Crescimento
A análise foi feita pelo vice-secretário-executivo da Cepal, Antônio Prado, durante uma entrevista à Rádio ONU, na semana passada. Para ele, o bom resultado não está livre de riscos.
“Claro que temos que pensar também nos riscos que existem nesses cenários futuros. Ainda estamos passando por um processo de absorção da crise do subprime. A economia norte-americana ainda não está com uma recuperação forte, está derrapando um pouco em termos de crescimento.
Panorama
A economia europeia está agora numa segunda onda desta crise por conta dos problemas financeiros que surgiram a partir de Grécia e das dificuldades econômicas por que passa a Espanha. As exportações para a China e o interesse do Japão na região são uma boa notícia, mas não devemos deixar de considerar as economias da Europa e dos Estados Unidos no futuro”, explicou.
De acordo com o estudo “Panorama da Inserção Internacional da América Latina e do Caribe 2009-2010”, publicado no último dia 2, as exportações latino-americanas com a China pularam de -2,2% para 44,8% em apenas um ano.
*Com informação da Rádio ONU em Nova York.








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