Brasil trata mais de 80% de crianças com HIV, diz relatório

País está ao lado de mais 13 nações em desenvolvimento, incluindo Namíbia e Ucrânia, onde menores têm acesso a antiretrovirais.

O Brasil foi citado num relatório da ONU como um dos 14 países, de renda média e baixa, que oferecem a crianças acesso a tratamento de HIV/Aids.

A informação é parte do estudo “Em Direção ao Acesso Universal”, divulgado, conjuntamente, nesta terça-feira, em Genebra, Nairóbi e Washington.

Criação

O relatório compilado por Unaids, OMS e Unicef revela que Namíbia e Ucrânia também fornecem acesso a 80% de crianças soropositivas.

Ao todo, oito nações já conseguiram alcançar a marca do acesso universal a antiretrovirais para adultos. Entre elas, Cuba, Camboja e Ruanda.

A médica do Unaids, Mariângela Simão, disse à Rádio ONU, de Genebra, que o programa brasileiro de acesso e tratamento da aids tem se consolidado desde sua criação em meados da década passada.

Diagnóstico

“O Brasil é um país que já começou a prover o acesso a tratamento da aids desde 1996 e 1997. O país tem em torno de 200 mil pessoas em tratamento. O Brasil, como outros países, tem problemas com o diagnóstico tardio. Como o HIV é um vírus que fica no organismo, por muitos anos, sem manifestar nenhuma doença, o ideal seria o diagnóstico quando a pessoa ainda não tem a doença. No Brasil, em torno de metade das pessoas quando faz o diagnóstico já têm indicação de tratamento”, disse.

O relatório da ONU informa que 37 países em desenvolvimento estão avançando no fornecimento do acesso universal.

Amamentação

De acordo com o Unaids, todos os dias mais de mil crianças são contaminadas com o HIV já na gravidez, ou até mesmo no parto e na amamentação.

Os maiores progressos no acesso universal foram feitos no leste e sul da África, que é a região mais afetada pela doença. A cobertura de tratamento subiu de 32% para 41% em apenas um ano.

E na África Subsaariana, cerca de 1 milhão a mais de pessoas começaram a receber os antiretrovirais elevando para 37% a cobertura.

De todas as regiões, a América Latina é a que tem os melhores índices com 50% enquanto o norte da África e o Oriente Médio registram apenas 11% na cobertura de tratamento.

O estudo mediu a situação de 144 nações de rendas baixa e média.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York.


Descubra mais sobre Jornal Grande Bahia (JGB)

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


Avatar de Redação do Jornal Grande Bahia

Valorize o jornalismo crítico, plural, rigoroso e comprometido com a verdade factual, a democracia, o Estado de Direito e o interesse público. Escolha o Jornal Grande Bahia (JGB) como fonte preferida no Google: clique aqui.

Sua confiança também fortalece nosso trabalho: avalie o JGB

Selecione o JGB e receba nossas notícias com mais destaque.


Deixe um comentário


Banner de Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.
Banner com tema Assine o JGB no Google.