Seul, 9 setembro de 2010 (EFE).- O regime comunista de Coreia do Norte comemora nesta quarta-feira o 62º aniversário da fundação do país, em meio à preparação de uma reunião extraordinária do Partido dos Trabalhadores, destinada a escolher sua nova cúpula.
Está prevista para este mês uma reunião do Partido dos Trabalhadores rodeada de segredos, que não acontecia há 44 anos e que, segundo o Governo sul-coreano, começou a ser preparada mesmo sem uma data de início definida.
Em 2010 as celebrações estão marcadas pelos rumores sobre a possibilidade de o líder Kim Jong-il estar preparando sua saída e a passagem do bastão para seu filho mais novo, Kim Jong-un, de 26 anos.
Como é habitual no na Coreia do Norte, nesta semana os cidadãos fizeram oferendas florais em todo o país em honra a Kim Jong-il, de 68 anos, e perante estátuas de seu pai e fundador da pátria, Kim Il-sung.
O líder norte-coreano realizou duas visitas à China este ano, a última no fim de agosto, na qual pode ter discutido a sucessão de poder, assim como cooperação econômica para o empobrecido país.
As imagens de sua última visita à China, na qual se reuniu com o presidente do país aliado, Hu Jintao, mostram Kim com menos cabelos e aparentes dificuldades para movimentar sua perna esquerda.
No dia 26 de junho, a imprensa governamental da Coreia do Norte anunciou que em setembro aconteceria uma reunião especial do Partido dos Trabalhadores para escolher “seu mais alto órgão de liderança”.
Analistas sul-coreanos acreditam que esse encontro será fundamental para dar força dentro do regime a Kim Jong-un, uma figura cercada de mistério, de quem não se conhecem mais que algumas imagens de sua adolescência e que, acredita-se, estudou na Suíça.
Desde que se soube que o líder norte-coreano tinha sofrido, em agosto de 2008, um derrame cerebral, aumentaram as especulações sobre o início do processo de sucessão na Coreia do Norte, o único regime comunista hereditário da história.
Kim Jong-il, no poder desde 1994, foi nomeado oficialmente sucessor de seu pai, Kim Il-sung, ao ser eleito para presidir um órgão do Partido dos Trabalhadores em 1980.








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