O acirramento da disputa eleitoral nos últimos dias provocou manifestos de diversos setores da sociedade sobre questões envolvendo a liberdade de expressão e o comportamento dos meios de comunicação, observa a revista Carta Capital.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou fortes críticas da grande imprensa, ao acusá-la de favorecer o candidato de oposição na cobertura eleitoral. Ambos os lados ganharam seus defensores, num ambiente de polarização, como aponta o jornalista Bruno Garcez em artigo no blog do International Center for Journalists.
Esta semana, 64 juristas lançaram uma Carta ao Povo Brasileiro, defendendo o direito do presidente de criticar a imprensa.
Na semana passada, um outro grupo de juristas e personalidades divulgou um documento com posicionamento contrário – um “Manifesto pela democracia” criticando as manifestações de Lula sobre a cobertura eleitoral. Ameaças à liberdade de imprensa também foram denunciadas num local pouco provável em se tratando do tema – um encontro no Clube Militar do Rio de Janeiro, em 23 de setembro, com a presença de alguns jornalistas de grandes veículos de comunicação.
No mesmo dia, centrais sindicais e movimentos sociais saíram em defesa do presidente no “ato contra o golpismo midiático”. O evento, na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, acusou os principais meios de comunicação de fazerem uma cobertura tendenciosa das eleições.
» BBC Brasil (Briga entre governo e mídia é ruim para todos, diz Ricardo Kotscho)
» Bruno Garcez, blog do International Center for Journalists (O “partido de oposição”)
» Comunique-se (Parcial ou imparcial? Folha nega perseguir Lula e diz que sempre foi crítica)
*Com informação do Centro Knight | Maira Magro










Deixe um comentário