Em nome da paz mundial, Ahmadinejad defende mudanças no Conselho de Segurança da ONU

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, associou a paz mundial a mudanças na estrutura do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ele, é fundamental estabelecer uma “ordem apropriada” ao órgão. De acordo com o iraniano, as mudanças indicam “uma necessidade” do mundo do século 21. “Nós acreditamos que esta mudança irá acontecer porque é uma necessidade”, afirmou Ahmadinejad, durante reunião com embaixadores estrangeiros no Qatar.

As informações são da rede estatal de televisão do Irã, a Press TV. Durante a reunião no Qatar, Ahmadinejad apelou para que os países que mantêm relações com o Irã não permitam o isolamento dos iranianos no cenário internacional. “O Irã se tornou a primeira potência regional. Os inimigos pressionam por meio da força, o que significa que o nosso país está entre os melhores do mundo”, disse.

Em seguida, o presidente do Irã reiterou a necessidade de mudar a estrutura do Conselho de Segurança que vem desde o final da Segunda Guerra Mundial. “Não será possível haver paz e segurança sustentáveis para a humanidade nos últimos 60 anos nem solucionar o conflito Palestina-Israel ao mesmo tempo [com a atual estrutura]. Também não há condições de resolver os problemas no Iraque e no Afeganistão”, afirmou.

Para o Brasil, a estrutura que define cinco países como membros permanentes e dez como rotativos não representa o século 21. Desde o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e também nas duas gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil pleiteia um assento permanente no órgão. Ao passar pelo Brasil no ano passado, Ahmadinejad apoiou a candidatura do Brasil como membro permanente no conselho.

Uma das propostas de mudança é que entre os integrantes permanentes fiquem dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África. Pelo formato atual, ocupam assentos permanentes no Conselho de Segurança os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e a Inglaterra. Nas vagas rotativas, cujo mandato é de dois anos, estão o Brasil, a Turquia, Bósnia Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, Áustria, o Japão, México, Líbano e Uganda – estes países não têm poder de veto, apenas de voto em caso de votações relativas às sanções.

Ligado diretamente à Organização das Nações Unidas, o conselho tem o poder de autorizar a intervenção militar em qualquer país que integre a organização. Também tem poderes para estabelecer sanções, como ocorreu em relação ao Irã. Confrontos e crises políticas são avaliados pelo conselho, que determina se há necessidade de intervenções militares ou missões de paz das Nações Unidas.

Em 9 de junho, dos 15 países que integram o Conselho de Segurança, 12 votaram a favor das sanções. Apenas o Brasil e a Turquia foram contrários às restrições. O Líbano se absteve da votação. Para parte da comunidade internacional, o programa nuclear iraniano é uma ameaça pois é alvo de suspeitas de produção de armas atômicas.


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