Erenice Guerra pede abertura de processos para apurar denúncias da Veja e Denúncias não foram absorvidas pelo eleitorado, afirma CNT

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A ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, divulgou nota há pouco informando que encaminhou à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério da Justiça ofícios solicitando que sejam abertos processos de investigação para apurar as denúncias de tráfico de influência dela e de seu filho Israel Guerra, feitas pela revista Veja.

No documento, Erenice afirma que as denúncias são uma forma de criar um fato novo na campanha eleitoral e fazem parte de uma “impressionante e indisfarçável campanha” a favor do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

“Chamo a atenção do Brasil para a impressionante e indisfarçável campanha de difamação que se inicia contra minha pessoa, minha vida e minha família, sem nada poupar, apenas em favor de um candidato aético e já derrotado, em tentativa desesperada da criação de um fato novo que anime aqueles a quem o povo brasileiro tem rejeitado”, diz trecho da nota.

De acordo com o documento, a ministra reafirma ser fundamental defender-se “de forma aberta e transparente das mentiras assacadas pela revista Veja. E assim o faço diante daquela que já é a mais desmentida e desmoralizada das matérias publicadas ao longo da história da imprensa brasileira”.

Ontem (13), a ministra já havia pedido que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República abrisse procedimento para investigar as denúncias feitas pela revista, ao mesmo tempo em que anunciava abertura de processo contra a publicação.

Hoje pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros para discutir o assunto e a violação de dados sigilos da Receita Federal. Na ocasião, ficou decidido que haverá entrevistas coletivas nos ministérios da Fazenda e da Justiça para tratar dos temas.

No Ministério da Fazenda o ministro Guido Mantega anunciou medidas relacionadas aos dados fiscais dos contribuintes. O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, tratará do caso de Erenice Guerra e da situação no Amapá, onde uma operação da Polícia Federal prendeu o governador.

Denúncias não foram absorvidas pelo eleitorado, afirma CNT

Para o eleitorado, as denúncias feitas contra o governo não apresentam consistência e, com isso, não têm influenciado negativamente na candidatura de Dilma Rousseff. A opinião é do presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade, e tem por base os resultados da 104ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje (14).

“O eleitor não considerou [as denúncias] provavelmente porque elas não estão sendo vistas pela sociedade como uma coisa consistente”, disse Andrade. Ele acrescentou que as últimas denúncias, envolvendo a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, ainda não foram absorvidas pela pesquisa, realizada entre os dias 10 e 12 de setembro.

“Os ataques [feitos pelo candidato do PSDB, José Serra] sem dúvida aumenta a rejeição dele por não serem consideradas consistentes e verdadeiras”, avaliou Andrade. “E isso acaba se voltando contra o próprio candidato”, acrescentou.

“As denúncias precisam ser muito bem colocadas, provadas e consistentes. Fora isso, acaba sendo um processo contrário, porque a sociedade brasileira evoluiu muito e as pessoas hoje têm muita cautela com as denúncias. [Para surtir efeito] elas precisam ser colocadas de forma mais sólida”, avaliou o presidente da CNT, durante a divulgação da pesquisa.

Ele creditou o bom desempenho de Dilma à alta rejeição (41,3%) do eleitorado contra o candidato José Serra. “Historicamente sabemos que candidatos que têm rejeição acima de 40% estão tecnicamente derrotados”, disse. Enquanto isso, a rejeição a Dilma encontra-se em um patamar considerado “normal” pelo pesquisador, de 29,4%. A rejeição a Marina Silva (PV) também foi considerada elevada, encontrando-se em 45%.

Andrade avaliou que a rejeição a Marina não é por falta de consistência da candidata, “mas por falta de consistência da apresentação de suas propostas, que se concentram muito nas questões de meio ambiente, como se esta fosse a questão mais importante para o público, o que não é”.

Outro fator determinante para o desempenho dos candidatos é a forma como os programas eleitorais estão sendo assimilados pelos eleitores. “Os programas acabaram absorvendo as denúncias”, avaliou Andrade. Ele explica que 62,3% dos entrevistados pela pesquisa disseram que assistiram aos programas dos candidatos.

Entre os que assistiram os programas, 60,3% disseram que a candidata petista apresentou a melhor propaganda. Para 29,5%, foi Serra o que apresentou o melhor programa, e 9,1% disse que foi Marina Silva. Na pesquisa anterior, feita em agosto, Dilma tinha o programa mais bem avaliado por 56% dos espectadores. Serra vinha em seguida, com 34%, e Marina teve seu programa considerado como o melhor para 7,5%.

“Tecnicamente podemos afirmar: a eleição será decidida no primeiro turno”, conclui Andrade. A 104ª Pesquisa CNT/Sensus mostra a candidata Dilma Rousseff com 50,5% das intenções de voto, enquanto José Serra aparece com 26,4%.

*Com informaçõa da Agência Brasil


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