Para FAO, alto número de famintos continua inaceitável

Apesar de uma redução de 98 milhões desde o ano passado, pelo menos 925 milhões de pessoas ainda passam fome; agência da ONU diz que problema é a maior tragédia e o maior escândalo do mundo.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, informou que desde 2009, 98 milhões de pessoas deixaram de passar fome no mundo. É a maior queda dos últimos 15 anos.

Segundo a agência, a redução ocorreu por causa do crescimento econômico nos países desenvolvidos e da baixa no preço dos alimentos.

Tragédia

Com isso, o número total de famintos passou a 925 milhões. Mas para o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, o problema da fome é “a maior tragédia e escândalo do mundo”.

Na América Latina, a média de 53 milhões de famintos foi mantida. Jamaica e Nicarágua já alcançaram a primeira Meta do Milêno de reduzir a fome pela metade. O Brasil, segundo a FAO, estaria bem perto de chegar à marca. O chefe regional da FAO, José Graziano da Silva, falou à Rádio ONU sobre a situação do país.

Fome Zero

“Se nós continuarmos neste ritmo de redução da pobreza extrema e com esta cobertura que tem as políticas de combate à fome do Programa Fome Zero se expandindo cada vez mais, o Brasil pode não só atingir a primeira meta do milênio, mas se tornar o primeiro país a erradicar a fome na América Latina”, afirmou.

Os números globais sobre a fome foram divulgados nesta terça-feira, em Roma, com o relatório “O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo”. O documento será lançado na íntegra somente em outubro.

Sete Países

Diouf disse que a cada seis segundos, uma criança morre por causas relacionadas à malnutrição.

Cerca de 2/3 das pessoas que não têm o suficiente para comer vivem em apenas sete países: Bangladesh, China, República Democrática do Congo, Etiópia, Índia, Indonésia e Paquistão.

Na África Subsaariana, a proporção de famintos é de 30% da população.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York


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