Rússia celebra aprovação de tratado de desarmamento por comitê americano

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Moscou, 17 setembro de 2010 (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores russo afirmou nesta sexta-feira que a aprovação do novo tratado de desarmamento nuclear com a Rússia por parte do comitê de Assuntos Exteriores do Senado americano é um “passo muito importante”.

“Ontem em Washington foi dado um passo muito importante rumo à implementação dos planos de redução de armas estratégicas ofensivas”, declarou Andréi Nesterenko, porta-voz oficial da Chancelaria russa, citado pela agência “Interfax”.

Nesterenko ressaltou que a ratificação do novo tratado de redução de armas estratégicas por parte do Congresso americano é um “assunto estritamente interno”, por isso Moscou “não tem o direito de fazer nenhum tipo de avaliação nem recomendação”.

Acrescentou que “o estabelecimento deste acordo já influiu positivamente na estabilidade e segurança internacionais em geral, e sua implementação permitirá fortalecer o regime de não-proliferação de armas nucleares”.

O chanceler assinalou ainda que Moscou espera que, “após estudar minuciosamente a essência do tratado, os legisladores americanos concluam que a proposta tem caráter equilibrado e de benefício mútuo”.

Lembrou que o processo de ratificação do novo acordo acontece nos Estados Unidos e na Rússia de maneira simultânea, e ressaltou que os respectivos comitês parlamentares russos já deram sua aprovação.

O ministro da Defesa do país, Anatoli Serdiukov, em visita de trabalho aos Estados Unidos, também classificou de positiva a decisão do comitê de Assuntos Exteriores do Senado americano.

“Tanto a Rússia como os Estados Unidos estão interessados em que o trabalho realizado pelos nossos militares, diplomatas e presidentes seja coroado com sucesso”, declarou o ministro, que na quarta-feira se reuniu com seu colega americano, Robert Gates, para, entre outros assuntos, tratar do processo de ratificação.

O novo acordo, que substitui o tratado Start, selado em 1991 e que expirou em dezembro do ano passado, obriga ambas as potências a reduzirem para 1.550 o número de ogivas nucleares de suas forças estratégicas ofensivas e limita a 800 os vetores para seu lançamento.

Além disso, propõe que seja reduzido para 700 o número de mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos estratégicos em submarinos e em bombardeiros equipados com armamento nuclear.


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