Senado pode ter três ex-presidentes e 41 ex-governadores na próxima Legislatura

Casa que congrega nomes consagrados na política, o Senado abriga hoje dois ex-presidentes da República – Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP) – e 22 ex-governadores, incluídos aí os dois primeiros (veja quadro). Com os resultados das próximas eleições, este número pode chegar a três ex-presidentes da República e 41 ex-governadores.

Em 2010, 19 ex-governadores são candidatos ao Senado, não computando aí os que, entre os 26 senadores que almejam a reeleição, já governaram algum estado (ver matéria). Há ainda outros 14 senadores que pretendem se tornar governadores já no ano que vem, engrossando o trânsito entre a Câmara Alta e os palácios de governo dos 27 estados brasileiros (ver matéria). Alguns perdem o mandato de senador este ano, mas outros têm lugar na Casa até 2015.

Caso Itamar Franco (PPS-MG) ganhe a eleição, o Senado poderá abrigar três ex-presidentes da República em seus quadros, já no ano que vem (caso Fernando Collor não vença a eleição para governador em Alagoas). Itamar – que já foi senador – também aumentaria o número de ex-governadores, já que esteve à frente do Executivo mineiro entre 1999 e 2003.

“Novatos”

Outro ex-governador mineiro que quer entrar para o Senado é Aécio Neves (PSDB). Assim como Aécio, foram governadores de seus estados nos dois últimos mandatos e estão em campanha para ingressar na chamada Câmara Alta: Blairo Maggi (PR-MT); Cássio Cunha Lima (PSDB-PB, cassado em 2009); Eduardo Braga (PMDB-AM); Ivo Cassol (PP-RO); Jorge Viana (PT-AC); Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC); Marcelo Miranda (PMDB-TO, também cassado em 2009); Roberto Requião (PMDB-PR – já tinha governado o estado entre 1991 e 1994); Waldez Góes (PDT-AP); Wellington Dias (PT-PI); e Wilma de Faria (PSB-RN).

Já Germano Rigotto (PMDB-RS) foi governador do Rio Grande do Sul entre 2003 e 2007, mesmo período em que José Reinaldo Tavares (PSB-MA) governou o Maranhão. Albano Franco (PSDB-SE) e João Capiberibe (PSB-AP) também foram governadores contemporâneos, no Sergipe e no Amapá, por dois mandatos consecutivos, entre 1995 e 2002. Jader Barbalho (PMDB-PA) foi governador do Pará em duas ocasiões, entre 1983 e 1987 e entre 1991 e 1994.

Maria de Lourdes Abadia (PSDB-DF) governou o Distrito Federal de março a dezembro de 2006, com a renúncia de Joaquim Roriz para se desincompatibilizar e poder concorrer ao Senado. O ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP), que comandou o Poder Executivo paulista de 1987 a 1991, renunciou à sua candidatura para tratar de uma enfermidade.


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