Brasil finaliza orçamento para Olimpíadas e recebe dicas de ex-primeiro ministro britânico Tony Blair

Anthony Charles Lynton (Tony Blair) palestra sobre olimpíadas.
Anthony Charles Lynton (Tony Blair) palestra sobre olimpíadas.
Anthony Charles Lynton (Tony Blair) palestra sobre olimpíadas.
Anthony Charles Lynton (Tony Blair) palestra sobre olimpíadas.

O governo brasileiro deve apresentar em dezembro ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a revisão final da proposta orçamentária das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Pela previsão inicial, deverão ser gastos R$ 28 bilhões. Esse valor inclui, além das obras específicas para a competição esportiva, melhorias na infraestrutura da cidade, como a reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, urbanização de favelas e obras de saneamento básico.

A informação foi dada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, após participar do encontro As Oportunidades e Desafios do País na Organização da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), com a presença do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair.

Silva comparou o momento vivido pelo Brasil ao que experimentou Tony Blair na preparação da Inglaterra para os Jogos Olímpicos de 2012. O ministro do Esporte não esperou a palestra de Blair, mas disse que, em encontro que teve com o ex-primeiro ministro, em Londres, ouviu recomendações “interessantes”.

“Ele deu boas dicas e nos disse: tenham paciência e se preocupem com a preparação de legados para o país, com a organização prévia para que, quando as obras começarem, vocês tenham um rumo claro a perseguir. Foi uma lição breve que ele deu lá em Londres”, revelou o ministro brasileiro.

No encontro na capital paulista, Blair disse que a parceria de empresas públicas e privadas nos investimentos é essencial e que os projetos devem levar em conta os efeitos no longo prazo, “não apenas nas três semanas de jogos”. Entre as áreas citadas, apontou a de transporte como uma das prioridades, pois o investimento acaba servindo às comunidades, passado o período das olimpíadas.

Ele também defendeu maior acesso da população de baixa renda aos esportes de elite como tênis, por exemplo, e salientou que as competições são um meio de aproximação entre pessoas de diferentes credos religiosos e de classes sociais. De acordo com ex-primeiro ministro britânico, os gastos previstos inicialmente nunca se confirmam. “Estaria surpreso se o orçamento final ficasse igual ao valor inicialmente projetado”.

*Com informações da Agência Brasil


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