Política, religião e comportamento | Por Alberto Peixoto

Enquanto se debate sobre o “sexo dos anjos” a sociedade assiste, estarrecida, à banalização do estupro, do homicídio doloso, da corrupção, da violência que assola o País, o desrespeito às leis de “Sustentabilidade” e aviltação dos direitos dos cidadãos. 

Nestes dias que antecedem o pleito para o segundo turno das eleições presidenciais, nota-se que a “coisa” realmente pegou fogo. Os Bispos, Padres, Pastores e todo tipo de lideres dos diversos seguimentos religiosos, deixaram seus afazeres de oficio para se dedicarem à política partidária, não importando a direção que o seu “rebanho” ou seguidores, podem tomar.

Aborto e casamento gay, não são assuntos que devam ser debatidos em campanhas políticas diante das câmeras, principalmente porque não é o Presidente da República quem decide este tipo de problemas. Os religiosos, por sua vez, têm o seu momento de pregação para orientar a sua comunidade religiosa.

Todos sabem que são os legisladores quem criam as leis – algumas que nos oprimem – que regem o comportamento da sociedade, obedecendo aos dogmas religiosos ou não. Cabe apenas ao Presidente – ou Presidenta – da República sancioná-la (confirmar; aprovar). Já está tramitando no Congresso Nacional, para aprovação dos deputados o Projeto de Lei 1.151/95, que disciplina o “Contrato de Parceria Civil Registrada entre Pessoas do Mesmo Sexo” e proíbe qualquer tipo de manifestação discriminatória contra estes.

Com certeza absoluta não vai ser a oficialização do aborto ou do casamento gay, que vai fazer com que as jovens adolescentes, pois são as responsáveis pelo maior número desta prática, deixem de fazer o aborto e nem vai inibir a nenhum homossexual – seja gay ou lésbica – deixar de praticarem o ato entre pessoas de sexos homônimos.

Seria mais viável para os que disputam o cargo de Gestor maior do País, apresentar seus projetos de governo. Até o momento nada foi apresentado, de forma mais categórica, sobre a reforma política e tributária, a inclusão social, programas de saneamento básico, combate a prostituição infantil e juvenil, entre outros temas de grande importância.

Enquanto se debate sobre o “sexo dos anjos” a sociedade assiste, estarrecida, à banalização do estupro, do homicídio doloso, da corrupção, da violência que assola o País, o desrespeito às leis de “Sustentabilidade” e aviltação dos direitos dos cidadãos.

Os líderes, tanto da Igreja Católica quanto da Protestante, deveriam se preocupar com o que está ocorrendo dentro da sua ordem – homossexualismo, pedofilia, exploração do dízimo, etc – e não procurar influenciar os eleitores a votarem nos candidatos de conveniência da Igreja. Precisamos ter bastante cuidado neste segundo turno, porque arrependimento só tem cura daqui a quatro anos.

*Por Alberto Peixoto


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