Arquitetos discutem reformas de estádios brasileiros em Nova York

Começou nesta quinta-feira, em Nova York, um encontro para discutir os projetos arquitetônicos para a Copa de 2014 no Brasil. O evento, organizado pelo Instituto Americano de Arquitetos, reúne os profissionais envolvidos nos projetos e reformas dos estádios que vão sediar os jogos do Mundial no Brasil.

O time dos arquitetos entrou em campo para mostrar toda a tecnologia que envolve a revitalização das arenas e o desafio de fazer obras que tenham, principalmente, sustentabilidade social. A Copa dura um mês e essas construções gigantescas precisam estar inseridas nas cidades de forma que, após o evento, elas tenham uso e estejam integradas na comunidade. Um dos conselhos da Fifa é para que esses estádios sejam pensados como áreas multiuso e que ofereçam pelo menos de 80 a 90 eventos anuais.

Segundo a curadora Denise de Alcantara-Hochbaum, o evento tem como meta a troca de experiência e também tenta levar para o Brasil parcerias e novas tecnologias. Leon Myssior, Vice-Presidente da Associação dos arquitetos brasileiros comenta a capacidade do país em desenvolver esses projetos. “Os arquitetos brasileiros hoje tem uma capacidade de exportar serviços de arquitetura esportiva, porque são projetos despretensiosos, arrojados arquitetonicamente, que fazem com que o custo das obras seja inferior à construtibilidade, à sua execução mais simplificada, e eu acho que isso pode ser um novo paradigma”, diz.

A maioria das obras têm parcerias privadas e internacionais para a construção. Mas o Maracanã que já chama atenção pelo seu valor histórico, terá a reforma feita toda com verbas do governo do Estado. A arena – que vai sediar a grande final da Copa de 2014 – é tombada pelo patrimônio histórico, o que foi um grande desafio para a equipe que desenvolveu o projeto. Como fala o Engenheiro Civil José Carlos Pinto. O único projeto que não será apresentado no evento é o da cidade de SP. O futuro estádio do Corinthias, em Itaquera, onde deve acontecer a abertura da Copa, ainda não está com o projeto totalmente finalizado por ter sido aprovado há 10 dias, depois que a Fifa descartou o Morumbi.

*CVom informação de Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York


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