De 24 a 26 de novembro, Núcleo de Oncologia da Bahia promove em Salvador, Bazar da Esperança em prol de crianças com câncer

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Desmitificar a doença ainda é um dos grandes desafios.

Se antigamente ter um câncer diagnosticado era o equivalente a uma sentença de morte, atualmente a possibilidade de cura de um paciente diagnosticado precocemente fica em torno de 75% e, mesmo nos casos onde não há chance de cura, o aumento considerável da sobrevida é uma realidade. Com os avanços da medicina obtidos nas últimas três décadas a doença passou a ser mais compreendida pela ciência e os tratamentos evoluíram bastante. Para marcar as comemorações pelo Dia Nacional de Combate ao Câncer (dia 27/11/2010), o Núcleo de Oncologia da Bahia promove entre os dias 24 e 26 de novembro, das 8 às 18 horas, no andar térreo da sua sede em Ondina, o Bazar da Esperança.

Durante o Bazar, serão comercializados artigos doados pela população e produtos artesanais confeccionados por pacientes oncológicos. Toda a renda será revertida para as crianças em tratamento do câncer das casas de apoio Nacci (Núcleo de Apoio ao Combate do Câncer Infantil) e Casa de Saúde Erik Loeff. Durante o período da tarde, várias atrações vão movimentar o Bazar, como apresentação do mágico Tim, Coral Canto da Terra, Grupo Nariz de Cogumelo, exposição fotográfica tendo pacientes oncológicos como modelos, e lançamento do curta metragem Cinco, que relata a história de homens e mulheres que enfrentaram a doença com dignidade e altivez. Informações e programação completa no site http://www.nucleodeoncologia.com.br.

Grande parte da mitificação sobre a doença, do desespero e das emoções negativas associados ao diagnóstico do câncer podem ser atribuídos à desinformação. Hoje, os tratamentos são mais eficazes e as drogas usadas apresentam bem menos efeitos colaterais, sendo possível em grande parte dos casos ter uma rotina praticamente normal, com certa autonomia, sem dores e com qualidade de vida satisfatória. Apesar dos avanços nos tratamentos, muitos estigmasainda fazem parte da realidade da população.

Desfazer esses estigmas é um trabalho importante, desenvolvido pelas campanhas de conscientização, pelos médicos, psicólogos e equipes multidisciplinares que atuam no tratamento de pacientes oncológicos. A participação de pacientes e seus familiares em grupos de apoio, com troca de experiências, depoimentos de pacientes em tratamento ou ex-pacientes que já obtiveram a cura também são essenciais durante o processo. Vários estudos revelam que os pacientes mais bem informados apresentam um grau maior de adesão ao tratamento, ficam menos angustiados e enfrentam a doença com mais expectativas, segurança e qualidade de vida.

Em 2010, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 489.270 casos novos de câncer devem ser diagnosticados no Brasil. A mesma estimativa vale para o ano de 2011. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e do colo do útero no sexo feminino.

O envelhecimento da população, associado ao aumento da expectativa média de vida, é a principal causa da alta incidência da doença, além da maior exposição aos fatores de risco. A prevenção através de hábitos saudáveis de vida e de exames periódicos ainda é a melhor forma de combater a doença. Hoje, sabe-se que fatores como tabagismo, consumo de álcool e obesidade estão associados a vários tipos de tumores. As mulheres devem realizar mensalmente o auto-exame das mamas e submeter-se anualmente a um exame preventivo do colo de útero. Já os homens com mais de 50 anos, devem procurar o médico regularmente para avaliar o risco de câncer da próstata e receber as devidas orientações.


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