Livro da primeira guia de turismo é lançado no forte Santo Antônio

Livro lançado no Forte Santo Antônio buscou trazer ao público baiano e pesquisadores interessados as experiências da primeira guia de turismo da Bahia.

Foi lançado no dia 21 dezembro no Forte Santo Antonio Além do Carmo, Centro Histórico de Salvador, o livro “A Bahia que eu vi – Relatos de Petró de Aragão, a primeira Guia de Turismo da Bahia”. A publicação possibilita mostrar ao público a experiência relatada por uma profissional que exerceu sua profissão com dedicação e encantamento desde meados do século 20.

Hoje com 90 anos, a soteropolitana Petró Aragão, é considerada a primeira guia profissional de turismo da Bahia, além de ser fundadora da Associação de Guias de Turismo da Bahia, pesquisadora e professora. Ela se destacou, ainda, pela luta pela regulamentação da profissão dos guias de turismo e pelo aperfeiçoamento dos serviços prestados aos turistas.

O livro traz casos pitorescos e divertidos, fatos, recordações, memórias e relatos autobiográficos. “O livro tem patrocínio da autora com produção familiar, como homenagem a sua trajetória profissional”, explicou no lançamento Andrea Soares, sobrinha-neta de Petró. Composto por 72 páginas, o livro traz imagens de Petró e imagens de fotógrafos reconhecidos, como a da Ponta de Humaitá de Rodrigo Zeba. A publicação é considerada importante por especialistas em guias de turismo por resgatar a história da profissão na Bahia.

O Forte de Santo Antônio é propriedade da União, mas está cedido à Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA). O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão da SecultBA, restaurou, tombou como patrimônio cultural da Bahia e administra o prédio que sedia academias de capoeira.

O forte fica no mesmo lugar da extinta trincheira de defesa Baluarte de Santiago, construída em 1627, após a expulsão dos holandeses de Salvador. Além de fortificação estratégica, já que fazia cruzamento com o forte do Barbalho e tinha plena visão da Baía de Todos os Santos, o prédio foi destinado a vários usos, inclusive e por várias vezes, como prisão. Já na década de 1950, foi transformado em Casa de Detenção só vindo a ser desativada em 1976, sendo que, durante o regime militar, abrigou presos políticos.

Em 2006, o IPAC restaurou o prédio. Atualmente o forte sedia diversas ações de caráter social, educativo e cultural, desde as atividades das academias de capoeira até eventos que trabalham com linguagens e manifestações artísticas. O lançamento do livro de Petró Aragão contou com cerca de 150 convidados e a distribuição dos exemplares foi gratuita. Mais informações sobre a publicação são fornecidas através do telefone (71) 3117-1492, e as do forte estão no endereço http://fortesantoantonio.blogspot.com.


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