Após investigações efetuadas pelo Ministério Público estadual, foi preso na última quinta-feira, dia 4, o secretário de Comunicação do município de Macaúbas (situado a 700 km de Salvador), José Gricélio dos Santos, acusado de pedofilia. A prisão foi efetuada no povoado de Açude, nas imediações da residência de Gricélio, por dois policiais militares do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e por um policial do Núcleo de Inteligência Criminal (NIC) do MP, em uma operação articulada pelos promotores de Justiça Paulo Gomes e Gervásio Lopes, que atuam no Gaeco.
No momento da prisão, o acusado andava de moto enquanto um adolescente dirigia seu carro. José Gricélio é investigado por crime de estupro a vulnerável, extorsão a autoridades, associação para o tráfico de drogas e por possuir fotografias e filmagens pornográficos de crianças e adolescentes.
As investigações que resultaram na prisão do secretário de Comunicação foram realizadas pelo Ministério Público e, ao contrário do divulgado na imprensa, não havia investigações contra o secretário de Comunicação na Polícia Civil do município, conforme informou o promotor de Justiça Paulo Gomes. O MP começou a investigá-lo após a promotora de Justiça Juliana Rocha solicitar ao NIC que investigasse os supostos crimes cometidos por Gricélio. Em setembro, o NIC enviou o relatório produzido ao Gaeco, que abriu um procedimento investigatório criminal para apurar os fatos.
“Das investigações, surgiram provas suficientes para requerer a prisão e mandados de busca e apreensão na residência do investigado e na Secretaria de Comunicação do Município”, salientou o promotor de Justiça Paulo Gomes. Após a prisão efetuada pelos policiais militares do MP, José Gricélio foi encaminhado para o Fórum do município, onde foi interrogado. Os promotores de Justiça requereram ao delegado local a instauração de inquérito policial para apurar os possíveis crimes cometidos pelo secretário. Quatro vítimas prestaram depoimentos, além de seus pais e outras testemunhas. “Acreditamos que, com a prisão do secretário, outras vítimas sejam ouvidas pelo delegado do município”, informou Paulo Gomes.
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