Unesco: Brasil lidera produção de artigos científicos na AL

Segundo agência da ONU, país ajudou a aumentar número de publicações feitas na região; China dobrou quantidade de papers entre 2002 e 2008, enquanto os países desenvolvidos sofreram baixas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Um relatório da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, revela que os países emergentes estão superando as nações desenvolvidas na área de pesquisa e desenvolvimento.

O estudo foi publicado nesta quarta-feira, em Paris, para marcar o Dia Mundial da Ciência para Paz e Desenvolvimento.

Concorrência

O relatório revela que Europa, Estados Unidos e Japão, até então os três maiores centros de pesquisa, estão encarando agora a concorrência de nações emergentes como China, Índia, Cingapura e Coreia do Sul.

A pesquisa cita também a queda no número de artigos científicos pelos países desenvolvidos, e ressalta a produção científica brasileira, que segundo a Unesco, é a locomotiva da América Latina quando se trata de publicação de papers.

Entre 2002 e 2008, os países desenvolvidos sofreram uma diminuição de 9% no número de artigos publicados. Neste mesmo período a China mais que dobrou sua cota de produção passando de 5,2% para 10,6%.

Novos Atores

Ainda em 2002, cerca de 83% dos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento haviam sido feitos em países desenvolvidos. Cinco anos depois, eram apenas 76%.

A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que a distribuição de pesquisa e desenvolvimento entre o Norte e o Sul está mudando com a chegada de novos atores globais na economia mundial.

O número de pesquisadores nos países em desenvolvimento subiu quase 30% em apenas cinco anos. Mas dois terços deste aumento foram registrados na China. Em 2007, o país asiático tinha mais de 1,4 milhão de pesquisadores.

Internet

Para a Unesco as mudanças estão ocorrendo também por causa do crescimento rápido da internet, que se transformou numa ferramenta útil para disseminação do conhecimento.

Apesar do aumento da pesquisa nos países emergentes, a chamada fuga de cérebros continua. Países como Índia, Turquia e algumas nações africanas e asiáticas ainda estão perdendo seus cientistas.

Pelo menos 30% dos pesquisadores africanos trabalham no exterior. A crise financeira global também levou empresas americanas a diminuir sua contribuição à pesquisa.

*Com informação da Rádio ONU em Nova York


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