O mercado publicitário brasileiro vai continuar crescendo acima da média global nos próximos anos, consolidando-se como uma das principais fontes de receita do setor, apontam pesquisas divulgadas nesta semana. Os estudos mostram que setores como jornais, TV e internet vão ter um crescimento de receita maior do que o que se espera para a economia em geral (PIB).
Para o GroupM (braço da agência WPP, o maior grupo de publicidade do mundo), o mercado publicitário brasileiro se expandirá em 9,5% no ano que vem (ante avanço global de 5,8%) e será o quarto que mais contribuirá com dinheiro novo para o setor.
Pela previsão, US$ 1,4 bilhão a mais entrará no setor de publicidade do país em 2011 – totalizando US$ 18,4 bilhões -, o que representa 5% do crescimento mundial. Só o montante de dinheiro novo (a diferença entre a receita de um ano com o anterior, quando positiva) representa mais que todo o mercado publicitário chileno, por exemplo.
Já a ZenithOptimedia (subsidiária da agência francesa Publicis) prevê que, entre este ano e 2013, as receitas com publicidade no Brasil só crescerão menos que as na China entre os principais mercados mundiais. Segundo ela, o mercado brasileiro registrará avanço de 31% até 2013, enquanto o chinês terá aumento de 51%. O norte-americano, o maior do mundo, vai ter expansão bem mais modesta: 9%.
Consolidação
Embora os números não sejam idênticos, as duas consultorias apontam que o mercado no país está se consolidando como o sexto maior do mundo e começa a ameaçar outro gigante, o britânico. De acordo com o GroupM, o país deve ter participação de 3,3% do mercado mundial de publicidade em 2011, abocanhando fatia pelo quinto ano consecutivo.
Segundo a ZenithOptimedia, essa fatia vai chegar a 3,6% em 2013, ficando pouco abaixo da do Reino Unido: 3,8%, ou 0,2 ponto percentual menos do que neste ano.
O estudo de 166 páginas do GroupM mostra ainda que todos os setores no Brasil, com exceção de guias e listas, vão se expandir no ano que vem – o maior avanço deve da internet, com faturamento 35% maior que o deste ano.
Os jornais, por exemplo, terão avanço de 7%. A receita do setor com publicidade, de US$ 2,2 bilhões, será a nona maior do mundo, ganhando seis posições em relação a 2003.
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