Ministro alemão renuncia após acusações de plágio em sua tese de doutorado

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Karl-Theodor zu Guttenberg cede à pressão e renuncia a todos os postos políticos. Ministro acusado de plágio em sua tese de doutorado admite ter cometido “erros” em seu trabalho científico.

O ministro alemão da Defesa, Karl-Theodor zu Guttenberg, anunciou nesta terça-feira (01/03/2011) sua renúncia a todos os cargos políticos que ocupava. “Foi o passo mais doloroso da minha vida”, disse em Berlim o político da União Social Cristã (CSU), partido que faz parte da coalizão que sustenta o governo da premiê Angela Merkel.

Com a renúncia, Guttenberg rende-se, após semanas, frente às acusações de plágio em sua tese de doutorado. Ainda na segunda-feira, 25 mil doutorandos protestaram, através de uma carta aberta entregue a Merkel, contra o fato de Guttenberg ter sido mantido no cargo, apesar das acusações de plágio.

O ministro havia enviado uma carta à premiê, informando-a sobre sua intenção de renunciar. Na manhã desta terça-feira, a chefe de governo interrompeu sua visita à feira CeBIT para ter uma longa conversa telefônica com Guttenberg.

Apesar das fortes críticas da oposição e de amplos setores da sociedade alemã, Merkel havia mantido seu apoio ao ministro. Na segunda-feira, ela havia reiterado, através de seu porta-voz, que a tarefa de Guttenberg no governo era a “de ministro e não a de cientista”.

Título cassado

Também nas fileiras da CDU (União Democrata Cristã), facção próxima à CSU, começaram a surgir críticas nesta semana, como a do presidente da câmara baixa do Parlamento (Bundestag), Norbert Lammert, ou da ministra da Educação e Pesquisa, Annette Schavan, que afirmou ao jornal Süddeutsche Zeitung envergonhar-se do comportamento do ministro.

Na última semana, a Universidade de Bayreuth cassou o título de doutor em Direito, que havia outorgado a Guttenberg com a qualificação máxima. A universidade está investigando se a cópia de citações sem a especificação de seus autores aconteceu de forma premeditada.

Pouco antes, o próprio Guttenberg havia solicitado o cancelamento do título, ao admitir a inclusão de textos de outros autores, sem menção das fontes.

Segundo a imprensa alemã, pelo menos dois terços da tese do político de 39 anos eram copiados de textos alheios, ainda que ele insista ter se tratado de “erros” e não de plágio.

*Com informações do Deutsche Welle.

 


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