Plantar árvores nobres para fornecer madeira para a indústria moveleira. Esse é o projeto do engenheiro agrônomo Ivo Bogdan, entrevistado desta quinta-feira (10/03/2011). Durante 27 anos, Bogdan foi diretor técnico da Cooperativa dos Cafeicultores de Poços de Caldas, sul de Minas Gerais. Agora, depois de aposentado, ele decidiu se dedicar à geração de mudas e ao cultivo das árvores nativas que produzem as chamadas “madeiras de lei”.
O termo madeira de lei é utilizado desde a época do Brasil Colônia, quando as árvores que produziam madeira nobre, de qualidade, só podiam ser derrubadas com autorização do governo de Portugal. A madeira de lei tem coloração escura e forte resistência a oscilações de temperatura e ataque de insetos. Atualmente, essa classificação é mais ligada ao seu valor comercial.
Sua resistência se deve à produção de substâncias químicas que protegem o tronco da árvore do ataque de fungos e insetos. Graças a essa proteção, uma espécie nobre pode sobreviver por centenas de anos e servir para diversas aplicações, da construção de casas ao desenvolvimento de instrumentos musicais, passando pela fabricação de móveis super-resistentes. São exemplos de madeira de lei o jatobá, o mogno e o jacarandá, entre outras. Bogdan acredita na “poupança verde” e sustenta que não há investimento mais rentável a longo prazo do que plantar árvores nobres.
*Com informação da Agência Câmara.
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