Presidente Dilma Roussseff terá agenda intensa na China

Presidenta Dilma Rousseff encontra-se com o presidente da China, Hu Jintao.
Presidenta Dilma Rousseff encontra-se com o presidente da China, Hu Jintao.

A presidenta Dilma Rousseff chegou por volta das 11h desta segunda-feira (11/04/2011) (horário de Pequim e por volta das 22h de domingo (10), em Brasília) à capital chinesa. Dilma seguiu do aeroporto direto para o hotel onde deverá descansar até o final da tarde, segundo assessores. A presidenta enfrentou mais de 24 horas de viagem, com escala no sábado (9) na Grécia onde se reuniu com o primeiro-ministro Georgius Papandreou. Na China, a presidenta tem uma série de encontros políticos, mas o objetivo da viagem é, sobretudo, incrementar as relações comerciais entre brasileiros e chineses.

A agenda da presidenta começa a partir de terça-feira (12) e termina na sexta-feira (15). Dilma tem na terça-feira reuniões com o presidente da China, Hu Jintao, e participa de dois encontros: o Diálogo de Alto Nível Brasil – China em Ciência, Tecnologia e Inovação e o Seminário Empresarial Brasil – China: para Além da Complementaridade.

Porém, a presidenta ficará no exterior até a próxima segunda-feira (18). De acordo com assessores, a previsão é que ela, na volta da viagem da China, faça duas escalas – em Praga, na República Tcheca, e em Lisboa, em Portugal.

Na China, a presidenta tratará de temas bilaterais, mas também da questão dos Bric – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China e que, a partir de quinta-feira (14), incluirá também a África do Sul, quando o bloco se chamará Brics.

No dia 14, na cidade chinesa de Sanya, líderes dos países que compõem o bloco participarão da 3ª Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e estarão presentes o presidente da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

A cúpula marca o ingresso da África do Sul no grupo, ampliando a representatividade geográfica do bloco no momento da discussão sobre as reformas do sistema financeiro internacional e do Conselho de Segurança das Nações Unidas. No período de 2003 a 2010, o crescimento dos países do Brics representou cerca de 40% da expansão do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, atingindo US$ 19 trilhões – o que corresponde a 25% da economia mundial.

No  dia 15, Dilma participará da 10ª Conferência Anual do Fórum de Boao para a Ásia, cujo tema é Desenvolvimento Inclusivo: Agenda Comum e Novos Desafios. Criado em 1998, o fórum é uma organização não governamental que busca se estabelecer como o “Davos” asiático. Boao fica na província de Hainan, no sul da China. Participam das discussões líderes políticos, empresários e acadêmicos.

Dilma chega à China e se encontra amanhã com Hu Jintao

A presidenta Dilma Rousseff chegou por volta das 11h de hoje (11) (horário de Pequim e por volta das 22h de ontem (10), em Brasília) à capital chinesa. Dilma seguiu do aeroporto direto para o hotel onde deverá descansar até o final da tarde, segundo assessores. Na China, a presidenta tem uma série de encontros políticos, mas o objetivo da viagem é, sobretudo, incrementar as relações comerciais entre brasileiros e chineses.

A agenda da presidenta começa a partir de amanhã (12) e termina na sexta-feira (15). Dilma tem amanhã reuniões com o presidente da China, Hu Jintao, e participa de dois encontros: o Diálogo de Alto Nível Brasil – China em Ciência, Tecnologia e Inovação e o Seminário Empresarial Brasil – China: para Além da Complementaridade.

Porém, a presidenta ficará no exterior até a próxima segunda-feira (18). De acordo com assessores, a previsão é que ela, na volta da viagem da China, faça duas escalas – em Praga, na República Tcheca, e em Lisboa, em Portugal.

Na China, a presidenta tratará de temas bilaterais, mas também da questão dos Bric – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China e que, a partir de quinta-feira (14), incluirá também a África do Sul, quando o bloco se chamará Brics.

 No dia 14, na cidade chinesa de Sanya, líderes dos países que compõem o bloco participarão da 3ª Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e estarão presentes o presidente da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitri Medvedev, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e o presidente da África do Sul, Jacob Zuma.

Dilma vai pedir “reciprocidade” em relação comercial com a China

A presidenta Dilma Rousseff desembarca em Pequim nesta segunda-feira (11) com o desafio de criar bases para uma relação na área comercial e de investimentos fundada na “reciprocidade”.

 Foi esse o tom do primeiro recado da presidenta aos chineses em entrevista à agência estatal Xinhua, antes de sua primeira visita oficial como presidenta ao país que tem a segunda maior economia do mundo.

Segundo a Xinhua, Dilma afirmou que “poderia haver mais cooperação entre os dois países em áreas estratégicas, como a inovação, uma vez que o Brasil está determinado a agregar valor a seus recursos naturais”.

Ainda de acordo com a nota da agência, a presidenta disse que a futura cooperação entre os dois países deve ser baseada na “reciprocidade”.

“Esta é uma relação que, eu acredito, será muito bem desenvolvida entre os dois países porque há algumas áreas em que a China pode ser crucial para o Brasil e outras em que o Brasil pode ser crucial para a China, baseada em um conceito que eu considero muito importante em uma relação entre iguais: a reciprocidade”, disse.

Os números que embasam a defesa do discurso da reciprocidade são claros. A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil em 2009. Mas as características dessa pauta comercial deixam o Brasil, na opinião de muitos setores, em posição de desvantagem. Cerca de 95% das exportações brasileiras para a China são de matérias-primas. A via contrária, da China para o Brasil, é dominada quase em sua totalidade por produtos industrializados.

Em entrevista já em Pequim, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que faz parte da comitiva brasileira, insistiu hoje (10) na importância da busca de uma relação com a China que não dependa do tradicional papel brasileiro de exportador de produtos básicos.

“O Brasil precisa definir suas prioridades e ter um olhar mais aproximado para a China. Talvez ajude a gente a não se acomodar em ser uma economia produtora de commodities. Senão, corremos o risco de ficar prisioneiros da doença holandesa”, referindo-se ao impacto negativo sobre o setor industrial da forte exportação de recursos naturais.

Mercadante defendeu que o país aproveite a valorização das commodities, e os recursos que isso gera ao país, para criar um projeto de desenvolvimento futuro baseado na produção de alta tecnologia.

Na Grécia, Dilma discute biocombustíveis e agricultura

Antes de ir para a China, onde ficará até o dia 18, a presidenta Dilma Rousseff fez uma escala ontem (9) em Atenas, na Grécia. Durante a parada, a presidenta foi recebida pelo primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou.

De acordo com o Blog do Planalto, da Presidência da República, Dilma e Papandreu conversaram durante 30 minutos e discutiram a situação financeira da Grécia, o sistema elétrico brasileiro e o enfrentamento, por parte do Brasil, da crise financeira mundial de 2008.

O primeiro-ministro grego também ficou interessado na produção de biocombustíveis, na atuação da Petrobras e em projetos agrícolas desenvolvidos pelo Brasil.

Na China, Dilma deve abordar questão de direitos humanos

Ao conversar com o presidente chinês, Hu Jintao, a presidenta Dilma Rousseff deve relacionar os pontos comuns entre Brasil e China. Porém, de acordo com assessores, ela não pretende excluir do diálogo questões como o tratamento dispensado pelos chineses aos direitos humanos.

Para assessores que preparam a visita de Dilma, não haverá constrangimento na conversa, pois no começo do ano, quando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reuniu-se com Hu Jintao, o assunto foi discutido. A defesa de direitos humanos deve ser um discurso constante de Dilma, segundo assessores.

Em oportunidades distintas, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, reiterou que a preservação e a defesa dos direitos humanos é a base dos princípios, defendidos pelo governo Dilma, e que não se trata de uma questão sobre um ou outro país, mas de ordem mundial.

Em janeiro, na Casa Branca, Obama recebeu Hu Jintao. Na conversa, Obama disse ter cobrado do presidente chinês ações na área de direitos humanos. Em resposta, Hu Jintao optou pelo tradicional discurso de que outros países não devem interferir nos assuntos internos da China.

Organizações não governamentais acusam a China de vetar a liberdade de expressão e individual, impedir as ações de grupos que não tenham vínculos diretos com o governo e proibir o ativismos político contrário à gestão de Hu Jintao.

Dilma deve tratar de reforma do Conselho de Segurança com autoridades chinesas

A expectativa da presidenta Dilma Rousseff de obter apoio da China em favor da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas e do ingresso do Brasil como membro permanente do órgão pode ser parcialmente frustrado. O embaixador da China no Brasil, Qiu Xiaoqi, disse que a falta de consenso em torno da proposta deve adiar quaisquer decisões sobre o tema.

Segundo Xiaoqi, o assunto ainda precisa de mais tempo para discussão. “Da parte da China, acreditamos que, enquanto houver divergências, será preciso ter mais diálogo e consultas. [A precipitação] vai afetar a solidariedade e a unidade dos membros da ONU [Organização das Nações Unidas] e isso não vai beneficiar a parte alguma.”

Ao passar pelo Brasil, no mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ser favorável à reforma do Conselho de Segurança, mas não sinalizou que apoiará o pleito brasileiro. O assunto deve ser tema da reunião de Dilma com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro Wen Jiabao.

No Conselho de Segurança, os cinco membros permanentes são Estados Unidos, Rússia, China, França e Inglaterra. Os que detêm assentos rotativos são Brasil, Turquia, Bósnia Herzegovina, Gabão, Nigéria, Áustria, Japão, México, Líbano e Uganda. Há várias propostas para a reforma do órgão em discussão. Para o Brasil, o ideal é aumentar de 15 para 25 vagas – das quais 11 deverão ser ocupadas de forma permanente.

Com a voz embargada e demonstrando estar abatida a presidenta Dilma Rousseff cancela cerimônia para comemorar a marca de 1 milhão de empreendedores individuais formalizados e homenageia com um minuto de silêncio as crianças que foram mortas no Rio de Janeiro.
Com a voz embargada e demonstrando estar abatida a presidenta Dilma Rousseff cancela cerimônia para comemorar a marca de 1 milhão de empreendedores individuais formalizados e homenageia com um minuto de silêncio as crianças que foram mortas no Rio de Janeiro.

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