Brasil produzirá quatro novos medicamentos contra o mal de Parkinson, Aids, artrite reumatóide e doença de Crohn

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.

Representantes do governo federal e da indústria farmacêutica anunciaram, nesta terça-feira (05/04/2011), acordo que viabilizará a produção nacional de quatro novos medicamentos contra o mal de Parkinson, Aids, artrite reumatóide e doença de Crohn. As novas Parcerias Público-Privadas (PPPs) fortalecerão o complexo industrial brasileiro e irão gerar economia de R$ 700 milhões no decorrer de cinco anos – período em que o País deve se tornar autossuficiente na produção destes medicamentos.

As medidas foram anunciadas pelos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Desenvolvimento e Indústria e Comércio Saúde, Fernando Pimentel e de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Rodrigues Elias.“Estas parcerias fortalecem a indústria nacional e contribuem para tornar o país independente do mercado internacional de medicamentos e insumos”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha. “Com a economia que vamos obter, ampliaremos e melhoraremos o acesso da população a medicamentos e outros produtos para a saúde”, completa.

As quatro novas parcerias envolvem o laboratório público Farmanguinhos e o privado Bristol Myers/Nortec para a produção do antirretroviral Atazanavir (Aids); o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e o Merck Sharp & Dohme (MSD) / Nortec para produção do antirretroviral Raltegravir (AIDS); a Fundação para o Remédio Popular (Furp) e o Boehringer/Nortec para a produção do Pramipexol (mal de Alzheimer). Além disso, o Instituto Vital Brazil (IVB) e a PharmaPraxis vão se unir em um projeto de pesquisa para fabricação do medicamento Adalimumabe (artrite reumatóide e doença de Crohn).

Também participaram da cerimônia o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho e o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Diego Victória.
Juntamente com os representantes dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento e Indústria e Comércio Saúde, eles integram o Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (Gecis), que, desde 2008, reúne os principais atores da Política de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e da Política Industrial para o Setor de Saúde. O grupo foi criado para promover medidas para o desenvolvimento e fortalecimento do complexo industrial e de inovação em saúde.

Avanços
Com as novas PPPs, já são 24 as parcerias público-privadas no Brasil que permitem a produção nacional de um total de 29 produtos estratégicos (28 princípios ativos e o DIU), por meio de transferência de tecnologia. As parcerias envolvem 9 laboratórios públicos e 20 privados.
Sem a necessidade de importação dos 29 produtos — o governo federal gasta hoje um total de R$ 1,5 bilhões com a importação deles (R$ 300 milhões com os quatro mais recentemente incluídos nas PPPs) –, haverá uma economia de divisas de US$ 635 milhões por ano. A economia total com os itens produzidos no país será de R$ 390 milhões por ano. Além disso, a perspectiva é que dobre o número de medicamentos fabricados.


Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from rnal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.