Dezessete anos sem Quintana | Por Luiz Carlos Amorim

Ter amigos é uma das coisas mais importantes da vida. Tenho muitos amigos escritores, tenho amigos leitores, tenho amigos que leem pouco, mas até me leem. E muitos desses amigos gostam de Quintana, o menino Quintana, como eu.

Recebi uma mensagem de uma grande amiga, Else Sant´Anna Brum, escritora e leitora, que estava em Porto Alegre, no feriadão de Páscoa, e encontrou o livro “Mario Quintana – 100 anos”, comprou um exemplar para ela e lembrou de mim, perguntou-me se eu já o tenho, pois se eu não tivesse, ela compraria um para mim também. Não é para eu ficar feliz?

Ainda não tenho todos os livros do Mestre Quintana, mas através de amigos fantásticos como dona Else, vou avançando com a minha coleção.

Senão vejamos: no ano passado, ganhei uma cópia do livro “Só Meu”, do poeta maior, através da professora Mariza Schiochet, conterrânea que leciona em Joinville. O livro é uma seleção de poemas e trechos de textos direcionados para crianças, resultando em uma bela obra infantil e infanto-juvenil. Foi publicado após a morte do poeta.

O livro bilíngüe “Poesie di Mario Quintana”, com seleção de poemas de Quintana no original em português e traduzidos para o italiano, por Pierino Bonifazio, eu ganhei de presente de aniversário, há uns dois anos, de Maria de Fátima Barreto Michels, a Fátima de Laguna, grande admiradora do poeta passarinho. Foi ela que me convidou para que fôssemos parceiros na edição da revista Mirandum, da Confraria de Quintana, fundada por ela.

E mais para trás, em 2006, ano do centenário do nascimento de Quintana, eu ganhei o derradeiro livro do poeta, o último, publicado no ano da morte dele, no Relatório Anual do Banco do Brasil: “ÁGUA”, edição trilingue (português, inglês e espanhol) de poemas sobre o tema título, localizando-os em várias partes do Brasil. Em Santa Catarina, ele focalizou a Ponte de Blumenau e as Fortalezas da Ilha de Santa Catarina.

Da amiga Mary Bastian, escritora de Porto Alegre, da Porto de Quintana, radicada atualmente em Joinville, ganhei vários suplementos com entrevistas, artigos, resenhas e poemas do nosso poeta favorito.

Então, amigos são valiosos, são grandes tesouros que a gente tem, não só pela amizade, pelo convívio, pela presença, mas também pelo amor à arte em comum, no caso a literatura.

Obrigado, amigos, por me dar de presente o talento, a sensibilidade, a alma do grande construtor de emoções que foi e continua sendo Quintana. No dia 5 de maio próximo faz dezessete anos que o poeta foi povoar o céu com mais poesia, junto com Coralina, com Drummondd, com Pessoa. Dezessete anos de saudade, mas a poesia e a prosa dele conseguem trazê-lo para perto de nós, para dentro do coração de cada um de nós e fazê-lo vivo através dessa coisa imortal que é a palavra.

*Com informações: lc.amorim@ig.com.br.


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