Brasília, 6 abril de 2011 (EFE).- O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, criticou nesta quarta-feira o pedido feito pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para pôr fim às obras da usina hidrelétrica de Belo Monte.
“O Brasil está dando um exemplo nessas áreas, tanto ambiental quanto de respeito aos direitos indígenas, e a reação da comissão acaba sendo um desestímulo para que os países façam mais”, disse Patriota.
A decisão da CIDH, que pediu ao Brasil que detenha de forma imediata as obras de Belo Monte, que começaram no mês passado no Pará, já tinha sido qualificada pelo Ministério das Relações Exteriores, em uma nota oficial divulgada na terça-feira, como injustificável.
Essa instância da OEA se manifestou sobre o assunto a pedido de movimentos sociais, índios e camponeses que asseguram que a represa causará um dano irreparável ao ecossistema da região e deslocará cerca de 50 mil pessoas.
O Governo sustenta que foram feitos todos os estudos necessários sobre o impacto social e ecológico das obras, que foram autorizadas por diversos organismos de controle do meio ambiente.
Além disso, assegura que fez todas as consultas necessárias com a população do município de Altamira, onde a represa é construída.
Esse projeto foi idealizado na década de 1970 pela ditadura militar e recuperado nos últimos anos pelo Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A presidente Dilma Rousseff considera essa iniciativa energética uma das mais importantes para a Amazônia.
A represa de Belo Monte, que deverá entrar em operações em 2015, será a terceira maior hidrelétrica do mundo depois da chinesa de Três Gargantas e da paraguaio-brasileira de Itaipu, e terá um custo de US$ 10,6 bilhões.
Sua capacidade de geração alcançará um máximo de 11.233 megawatts nas épocas de cheia do rio Xingu.
*Por Deutsche Welle
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