Seagri planeja agroindustrilização da região de Vitória da Conquista

(Vitória da Conquista) – “Agroindustrializar a Bahia é uma determinação do governador Jaques Wagner, e a região de Vitória da Conquista não pode mais continuar comercializando apenas matéria prima”, disse nesta sexta-feira, (1º/04/2011), o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, ao participar da 45ª Exposição Agropecuária de Vitória da Conquista. Ao lado do reitor da Uesb, Paulo Roberto Pinto Santos, e do presidente da Cooperativa Mista Agropecuária, Coopmac, Claudionor Dultra, o secretário revelou que “nossa intenção é atrair para a região uma indústria torrefadora de porte, uma indústria para processar frutas produzidas em Livramento, Anagé e região, e uma indústria de celulose”.

O secretário explicou que a região precisa ser agroindustrializada para agregar valor aos produtos, gerando emprego e renda, e para atender aos jovens, filhos de agricultores, que necessitam de novas opções de empregos. Salles afirmou que “um terço do café da Bahia é produzido na região de Vitória da Conquista e não é justo que não exista uma grande indústria na região”. Ele revelou ainda que “posso informar que estamos em conversação com a indústria Sara Lee, que acaba de instalar uma torrefadora em Salvador e deseja ter uma segunda unidade na Bahia”. O secretário adiantou que está discutindo com o presidente da Sara Lee, Dantes Urtado, para que a segunda unidade baiana do grupo seja instalada na região de Conquista.

Outra meta do secretário é atrair uma grande indústria de sucos para processar maracujá e manga, dentre outras frutas produzidas em Livramento, Anagé e toda região, que tem grande potencial. “Assim como a Brasfrut e a Casa Valduga estão instalando fábricas para produzir sucos de frutas em Rio Real e Juazeiro, queremos agregar valor e gerar empregos industrializando as frutas desta região”, disse o secretário.

Salles considera importante a produção com sustentabilidade de eucalipto nas áreas onde não há atividade da cafeicultura, da pecuária nem da fruticultura, mas acredita que aliado a isso é fundamental atrair para a região indústrias de papel, celulose e movelaria.

Além desse planejamento para a região, Eduardo Salles lembrou que uma indústria de fécula está sendo instalada em Vitória da Conquista, em parceria do governo do Estado com a Coopasulb e Fundação Banco do Brasil. “A Bahia é 3º maior produtor de mandioca, mas importamos fécula do Paraná. Mas agora o Estado terá duas indústrias, sendo uma em Laje, no Vale do Jequiriça, que está sendo instalada pela Fundação Odebrecht, e a de Vitória da Conquista, que deve entrar em operação ainda este ano”.

A 45 ª Exposição Agropecuária de Conquista prossegue até domingo, com a expectativa de gerar R$ 100 milhões em negócios, e atrair um público de 230 mil pessoas. O evento tem duração de dez dias.


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