Semana Nacional da Caatinga terá contribuições da Sema

Com o tema O homem, a terra e a luta pelo reconhecimento da Caatinga como orgulho do povo brasileiro, a Semana Nacional do Bioma Caatinga, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente, será lançada nesta segunda-feira (25/04/2011), em Fortaleza. A solenidade, que ocorrerá na Assembleia Legislativa do Ceará, contará com a participação da ministra Izabella Teixeira. As atividades ocorrerão até o dia 30 e contarão com contribuição da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

O único bioma exclusivo do Brasil e o menos conhecido e protegido, a Caatinga ainda precisa de cuidados e atenção, principalmente por ser uma área que concentra baixo índice de desenvolvimento humano e econômico. A Sema, parceira do Projeto Mata Branca na Bahia, está inserida neste contexto e participará do evento tratando de temas fundamentais para o bioma: Unidades de Conservação, Projeto Aguadas, Projeto Recaatingando, Hortas Pedagógicas e Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatiga/BA.

Para a coordenadora do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – Bahia (CERBCAAT) e representante do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Indayá Silva e Silva, nos últimos anos houve uma aceitação do próprio nordestino em relação ao fato de pertencer à Caatinga. “Existia um estigma de que o bioma era uma região pobre, árida e seca. Na verdade, não é bem assim. A Caatinga, entre as regiões semiáridas do mundo, apresenta a maior biodiversidade e a maior população. No entanto, ainda é uma região pouco conhecida e pesquisada”, avalia.

Ela acredita que houve uma mudança de atitude com relação ao bioma. “Hoje, chama-se mais a atenção para a Caatinga. Existem programas federais e estaduais específicos, que não existiam há 20 anos, por exemplo. Trabalho há muito tempo com esse bioma e atualmente percebo uma preocupação, uma mudança de atitude”, pontua Indayá.

Para que haja um fortalecimento e mudança de atitude com relação ao bioma, representantes do MMA, parlamentares e ONGs vão discutir a implementação de instrumentos para o controle do desmatamento na Caatinga, na quinta-feira (28), às 9h, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A audiência no Congresso Nacional será marcada pela defesa da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transforma a Caatinga e o Cerrado em patrimônios nacionais.

Mata Branca – O projeto Mata Branca, que na Bahia é conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), que tem como braço operativo a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e a Sema, também terá destaque nas atividades que serão desenvolvidas no Ceará, com apresentação de trabalhos. Já na Bahia, serão realizadas programações nos municípios de Curaçá, Jeremoabo, Itatim e Contendas do Sincorá, além de palestras em escolas públicas.

O coordenador do projeto Mata Branca, Arthur Sampaio, apresentará as experiências e resultados do projeto. “O Mata Branca tem refletido resultados positivos de cunho estrutural e operacional no Governo do Estado. O projeto é embrionário, educativo e de resultados em longo prazo, que contribui de forma significativa para a compreensão e conhecimento do bioma Caatinga”, destaca.

Comenda Asa Branca – No evento também será entregue a Comenda Asa Branca e a Medalha Ambientalista Joaquim Feitosa. A cada ano, por lei, a medalha destina-se a homenagear uma pessoa física ou jurídica, alternadamente. Este ano será a vez da pessoa física. Em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos pela preservação do bioma, o baiano Eurivaldo Macedo Alves, conhecido como “Kaboco”, receberá o prêmio, principalmente pelos trabalhos de preservação da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), na região do Raso da Catarina, em Canudos.

Caatinga – O Dia Nacional da Caatinga, comemorado em 28 de abril desde 2003, por decreto presidencial, homenageia o ecólogo e professor João Vasconcelos Sobrinho, pioneiro nos estudos sobre o bioma. Exclusivamente brasileira, a Caatinga – palavra que vem do Tupi e significa “mata branca” – ocupa uma área de 895 mil quilômetros quadrados e é um dos biomas mais ameaçados do globo pela exploração predatória. As principais causas da degradação ambiental na região são a caça, as queimadas e o desmatamento para retirada de lenha.

O único bioma exclusivamente brasileiro engloba os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Tem uma imensa flora, com mais de mil espécies de plantas aqui encontradas, e centenas de espécies de aves e de mamíferos, e outras tantas dezenas de anfíbios e répteis. O bioma Caatinga abriga 932 tipos de plantas. Desses, 380 são exclusivas desse território.


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