A ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, enviou nesta sexta-feira uma carta dura ao governo brasileiro criticando a decisão de Brasília de impor o regime de licenças não automáticas à importação de veículos argentinos.
No documento, enviado ao ministro do Desenvolvimento e da Indústria, Fernando Pimentel, a ministra defende as medidas de proteção comercial adotadas por seu país e acusa o governo brasileiro de impor barreiras às exportações argentinas.
Ontem, Pimentel anunciou que os carros que entram no Brasil a partir da última terça-feira, dia 10 de maio, terão que pedir uma licença prévia para a liberação das licenças de importação, o que, até então, era feito de forma automática. O prazo para a autorização para a entrada dos veículos agora pode durar até 60 dias.
Em Buenos Aires, a medida foi interpretada como represália às denúncias brasileiras de que alguns produtos, principalmente alimentos, submetidos também ao regime de licenças não automáticas, estariam sendo vítimas de travas impostas pelo governo argentino.
Na carta enviada ao ministro brasileiro, Débora Giorgi também reclama do fato do governo brasileiro não ter informado a Argentina diretamente sobre a decisão. Ela disse que ficou sabendo da medida por empresários do setor privado argentino.
Automóveis estão entre os principais produtos que a Argentina exporta para o Brasil. A medida já trava a entrada de 2 mil carros argentinos no Brasil.
*Com informações: Reuters | Yuriko Nakao e Ana Carolina Dani
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