Em testamento, Bin Laden pede a seus filhos que não participem da rede terrorista

O líder e fundador da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden, deixou um testamento no qual informava não querer que seus filhos mantivessem atividades ligadas à célula terrorista. A veracidade do documento não foi confirmada. Mas no texto de quatro páginas, escrito pouco depois dos atentados de 11 de setembro, Bin Laden aproveita para pedir perdão aos filhos por não ter se dedicado a eles.

“Carreguei o peso dos muçulmanos e dos assuntos deles. Escolhi um caminho cheio de perigos”, afirmou Bin Laden, em parte do testamento dirigido aos filhos. Em outra, ele se refere às mulheres afirmando que elas foram “um grande apoio” no caminho que escolheu.

No texto, o líder da Al Qaeda pede às mulheres dele que não pensem em casar novamente depois de sua morte. Segundo Bin Laden, as mulheres devem usar seu tempo para se dedicar aos filhos.

No final do testamento, com data de 14 de dezembro de 2001, três meses depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos, Bin Laden também envia uma mensagem aos mujaidines (guerreiros santos). Ele pede que os guerreiros se dediquem à própria purificação.

No domingo (1º/05/2011), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou, em Washington, a morte de Bin Laden, no interior do Paquistão. Militares norte-americanos atacaram a mansão onde estava o líder e atiraram contra ele, matando-o com um tiro na cabeça. Autoridades informaram ainda que o corpo foi lançado ao mar.

EUA temiam que Paquistão alertasse Bin Laden, diz diretor da CIA

O diretor da CIA (a central de inteligência americana), Leon Panetta, disse em entrevista à revista Time divulgada nesta terça-feira (03/05) que os Estados Unidos temiam que o Paquistão colocasse em risco a operação que levou à morte de Osama Bin Laden ao vazar informações para a rede extremista Al Qaeda.

Em sua primeira entrevista desde a morte de Bin Laden, Panetta deu mais detalhes sobre a missão, realizada por forças especiais americanas no Paquistão, no domingo (01/05).

Ele disse que, meses atrás, o governo americano chegou a considerar expandir a operação, incluindo outros países, entre eles o Paquistão – aliado dos Estados Unidos. No entanto, segundo Panetta, a CIA descartou essa opção.

“Foi decidido que qualquer esforço para trabalhar com os paquistaneses poderia colocar em risco a missão. Eles poderiam alertar os alvos”, disse o diretor da CIA à revista.

Na entrevista, o diretor da CIA – que irá substituir Robert Gates como secretário de Defesa, no fim de junho – disse que se reuniu na terça-feira passada (26/04/2011) com um grupo de 15 assessores para analisar a credibilidade das informações sobre o local em que Bin Laden estava escondido.

Segundo Panetta, havia “evidências circunstanciais” de que o líder da Al Qaeda vivia escondido em uma mansão na cidade de Abbottabad, a cerca de 100 quilômetros da capital do Paquistão, Islamabad. Não havia, porém, imagens de Bin Laden ou de membros de sua família.

O diretor da CIA disse à Time que nem todos os assessores reunidos estavam convencidos de que Bin Laden realmente vivia no local.

Ele, porém, decidiu defender a realização da missão em uma reunião com o presidente americano, Barack Obama, na quinta-feira passada (28/04). No dia seguinte, Obama autorizou o ataque.

Segundo a revista, ao dar as ordens ao general William McRaven, comandante das forças especiais, Panetta disse que a missão era “entrar lá e pegar Bin Laden, e se Bin Laden não estiver lá, dar o fora”.

A revista relata ainda a tensão durante a operação, assistida em tempo real por Panetta, Obama e outros membros do governo. O diretor da CIA disse que somente quando McRaven disse ter finalmente identificado Geronimo (codinome usado pelos americanos para se referir a Bin Laden) a equipe respirou aliviada.

De acordo com o diretor da CIA, as forças americanas recolheram uma grande quantidade de material do complexo onde Bin Laden vivia, inclusive computadores, e uma força-tarefa foi criada para analisar esses novos dados.

*Com informações da Agência Lusa


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