Governo negocia com representantes de movimentos sociais

Governador Jaques Wagner recebe representantes de movimentos sociais
Governador Jaques Wagner recebe representantes de movimentos sociais

Após rodada de negociações com representantes do Governo do Estado, as lideranças do Movimento de Trabalhadores Assentados, Acampados e Quilombolas (Ceta), Pastoral Rural e Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) foram recebidas pelo governador Jaques Wagner, nesta quinta-feira (19/05/2011), na sede da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), encerrando a manifestação de 10 dias na Secretaria da Agricultura (Seagri).

A discriminação das terras públicas – passo fundamental para viabilização da reforma agrária –, a criação de uma política de educação no campo, e a consolidação de um convênio entre governo estadual e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram os três principais pontos de uma pauta de negociações com cerca de 40 reivindicações. Segundo a representante do Ceta, Ednólia Menezes, os três movimentos saem com uma sensação de que foram atendidos.
“Queríamos estabelecer um diálogo com o governador, o que foi possível. Temos consciência de que as demandas são amplas, mas que serão atendidas de forma parcial. Isso não impede que deixemos de pontuar o que é importante, a exemplo da reforma agrária no estado”, afirmou Ednólia Menezes, que ocupou, desde o dia 9 de maio, com aproximadamente 1,2 mil trabalhadores, as dependências do prédio e a área externa da secretaria.
Para o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, a finalização das negociações coloca como prioridade a inclusão produtiva, buscando avançar ‘até onde o braço alcança’. Áreas como educação, saúde, infraestrutura e agricultura fizeram parte da pauta. “Especificamente na minha área, escolhemos cadeias produtivas como o leite, ovinocaprinocultura e a mamona, que foram escolhidas como prioritárias, e eles é que vão indicar quais potenciais assentamentos para cada uma delas e vamos trabalhar a produção”.
O secretário das Relações Institucionais, Cezar Lisboa, disse que o momento é propício, pois o mês de abril é uma data simbólica. Para ele, o diálogo democrático teve como princípio o fortalecimento da agricultura familiar e do reforço aos assentamentos. “Para que isso se torne realidade é preciso trabalhar com a produção agrícola e pecuária, permitindo o acesso aos equipamentos e insumos necessários”.
*Com informação: Sérgio Jones

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