Imprensa da Bahia comemora o seu Bicentenário

A Fundação Pedro Calmon comemora o Bicentenário com o lançamento dos livros Diário Constitucional e Idade d’Ouro do Brazil, de Maria Beatriz Nizza da Silva.

Em 13 de maio de 1811, o português Manoel Antônio da Silva Serva inaugurou na cidade de Salvador a primeira tipografia da Bahia. A empresa, instalada numa das lojas do Morgado de Santa Bárbara, na Cidade Baixa, foi a primeira unidade da indústria gráfica e editorial do setor privado brasileiro. A tipografia de Silva Serva, no dia seguinte à sua instalação (14 de maio de 2011), lançou o primeiro periódico baiano, o jornal Idade d’Ouro do Brazil, que foi também o primeiro periódico não oficial impresso no Brasil, e que esteve em circulação até 1823. Assim, a história da fundação do primeiro jornal da Bahia é também um marco na história da imprensa brasileira.

Para celebrar o Bicentenário da Imprensa Baiana, a Fundação Pedro Calmon/SecultBA realizará no dia 14 de maio (sábado), a partir das 9h, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris) – uma instituição que nasceu junto com a imprensa – o lançamento dos livros Diário Constitucional: um periódico baiano defensor de D. Pedro-1822 e A Primeira Gazeta da Bahia: Idade D’Ouro do Brazil, ambos da historiadora Maria Beatriz Nizza da Silva.

Além disso, será distribuído, gratuitamente, o CDROM com as edições microfilmadas e digitalizadas do Idade d´Ouro, fruto da parceria entre o Arquivo Público do Estado da Bahia e a Fundação Biblioteca Nacional / MinC. “Além do rico trabalho elaborado pela professora Beatriz Nizza, essa edição microfilmada e digitalizada permitirá aos pesquisadores e estudantes interessados na história dos impressos na Bahia ter acesso rápido a essa documentação, o que resultará em novas pesquisas sobre essa temática”, destaca Ubiratan Castro de Araújo, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon / SecultBA.

O Diário Constitucional (EDUFBA) está na sua primeira edição; já o Idade D’Ouro do Brazil foi lançado pela primeira vez em 1978 e depois em 2005, agora volta ao público em um momento tão significativo para a Imprensa da Bahia, através da Editora da Universidade Federal da Bahia (EDUFBA), em versão revista e atualizada. A publicação contextualiza a maneira como o jornal tratava seus textos e a visão social daquela época que esteve em circulação. Os livros são destinados a professores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais das áreas de História, Jornalismo, Comunicação Social e interessados em geral na história do Brasil e da Bahia.

*Com informações: Maria Beatriz Nizza da Silva


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