Estado cumpre metas fiscais do 1º quadrimestre de 2011

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.

Para o secretário da Fazenda, Carlos Martins, os números demonstram que o Governo continua fazendo um acompanhamento responsável e sério de suas finanças e está atento à questão da manutenção do equilíbrio fiscal.

Os limites de educação e saúde apresentaram percentuais que apontam para o cumprimento das metas no final do ano.

Uma semana após a aprovação das contas de 2010 pelos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Governo mostrou que cumpriu, no 1º quadrimestre de 2011, todas as metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De janeiro a abril de 2011 na comparação com o mesmo período do ano anterior, o Estado registrou superávit primário no valor de R$ 1,49 bilhão e as despesas com saúde e educação cresceram 10,20% e 6,50%, respectivamente. Além disso, a relação da dívida consolidada líquida com a receita corrente líquida apresentou redução, encerrando o quadrimestre em 0,44, contra 0,52 do final do exercício de 2010.

Esses e outros dados foram apresentados pelo secretário da Fazenda, Carlos Martins, em audiência pública de avaliação do cumprimento das metas fiscais na Assembléia Legislativa da Bahia. A audiência, uma exigência da LRF, foi conduzida pelo presidente da Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle, deputado Luiz Augusto. O relatório completo já está disponível no portal http://www.sefaz.ba.gov.br, Canal Finanças Públicas.

Para o secretário da Fazenda, Carlos Martins, os números demonstram que o Governo continua fazendo um acompanhamento responsável e sério de suas finanças e está atento à questão da manutenção do equilíbrio fiscal. “A apresentação das metas fiscais e a aprovação das contas de 2010 pelo TCE demonstram o quanto o Governo adota uma postura de extrema responsabilidade com relação às finanças da Bahia”, destacou.

Carlos Martins disse ainda que os desafios do Governo, e em especial da Sefaz, são os de “combater a sonegação fiscal, ampliar a arrecadação, reduzir o ICMS para os produtos da cesta básica, implantar o Núcleo de Conciliação Tributária e promover o desenvolvimento econômico e social com diálogo e cidadania, dentre outros”.

Receitas

As receitas realizadas no 1º quadrimestre de 2011, nelas compreendidas as receitas correntes, provenientes dos recursos arrecadados através de impostos, taxas e transferências constitucionais, e receitas de capital, que decorrem das operações de crédito, alienação de bens, amortizações de empréstimos, transferências de capital e outras receitas de capital, totalizaram R$ 8,45 bilhões. Esse valor representa uma variação nominal positiva de 5,47% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Em relação à previsão anual, alcançaram 32,15% de índice de realização.

Na composição das receitas realizadas, destacaram-se as receitas tributárias e as transferências correntes, com uma participação de 52,88% e 40,81%, respectivamente. As receitas correntes, que totalizaram R$ 8,30 bilhões no quadrimestre, representando uma realização de 34,16% das receitas correntes anuais previstas, apresentaram crescimento de 8,74% na comparação com os quatro primeiros meses de 2010.

O item receitas tributárias, o mais significativo dentro das receitas correntes, totalizou R$ 4,47 bilhões, com aumento nominal de 9,12%. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo estadual, representou 87,46% da receita tributária realizada, com arrecadação de R$ 3,91 bilhões e incremento de 8,61%.

Outro destaque ficou por conta do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), com variação positiva de 10,18% se comparado com o 1º quadrimestre de 2010, sendo arrecadados R$ 175,26 milhões, ou 3,92% do total das receitas tributárias.

Nas transferências correntes, compostas pelas transferências constitucionais e legais da União, o montante realizado foi de R$ 3,45 bilhões, o que significa um aumento de 14,63% em relação ao ano passado. O Fundo de Participação Estadual (FPE) deteve 55,16% do total realizado de transferências correntes. No 1º quadrimestre de 2011, o FPE atingiu R$ 1,90 bilhão, com um incremento em termos nominais de 32,83%, na comparação com o mesmo período de 2010. Foram realizados 35,45% do valor previsto atualizado para 2011.

Despesas

As despesas realizadas no 1º quadrimestre totalizaram R$ 7,30 bilhões, ou 27,50% do valor orçado. O item despesas é composto das despesas correntes, que inclui por exemplo gastos com pessoal e encargos sociais, e as despesas de capital, englobando a amortização da dívida. As despesas com pessoal, que representam 52,37% das despesas realizadas somaram R$ 3,82 bilhões, o que equivale a 31,42% da previsão anual.

“Em relação à receita corrente líquida, as despesas de pessoal de todos os Poderes e do Ministério Público ficaram dentro do limite estabelecido pela LRF”, enfatizou Carlos Martins. O limite prudencial estabelecido pela LRF para despesas com pessoal é de 57% da receita corrente líquida e a Bahia realizou 52,88%. Analisando apenas o Poder Executivo, cujo limite prudencial é 46,17%, o percentual realizado foi de 43,07%.

Os juros e encargos da dívida, que englobam pagamento de juros, comissões e outros encargos de operações de crédito internas e externas, somaram R$ 148,01 milhões, correspondendo a 32,52% do estimado para o ano.

Saúde e Educação

Na área de saúde, os gastos do Estado atingiram, no 1º quadrimestre de 2011, o montante de R$ 621,55 milhões, contra R$ 563,99 milhões de 2010. Esse total representa 12,01% da receita líquida de impostos e transferências, ultrapassando o limite de 12% estabelecido pela Emenda Constitucional nº 29, de 13 de setembro de 2000.

Já as despesas com manutenção e desenvolvimento do ensino totalizaram nos quatro primeiros meses de 2011 o montante de R$ 1,11 bilhão, contra R$ 1,042 bilhão do ano anterior. Isso representa 21,46% da receita líquida de impostos. De acordo com o secretário da Fazenda, ao longo do ano as despesas com educação alcançarão o limite anual de 25%, conforme estabelecido na Constituição Federal.

Resultado Nominal e Dívida Pública

O resultado nominal, que mostra a variação da dívida fiscal líquida entre dois períodos, teve uma redução de R$ 1,18 bilhão em relação ao exercício anterior. Já a dívida consolidada, ao final do quadrimestre, apresentou saldo de R$ 10,22 bilhões, com uma composição de R$ 7,93 bilhões originários da dívida interna, R$ 1,83 bilhão da dívida externa e R$ 459,06 milhões das outras dívidas.

No comparativo deste saldo com o do final dos quatro primeiros meses de 2010, verifica-se redução da ordem de 1,95%. A relação dívida consolidada líquida (DCL) e receita corrente líquida (RCL), conforme citado anteriormente, correspondeu a 0,44 no primeiro quadrimestre. Essa relação é bem inferior ao limite fixado pelo Senado Federal de 2 vezes a RCL.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.