Em Feira de Santana, moradores de Humildes cobram da Via Bahia construção de acesso para distrito

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Uma semana depois de interditarem a BR-324, os moradores do bairro do Limoeiro e do distrito de Humildes, em Feira de Santana, se reuniram hoje com representantes da concessionária Via Bahia e Polícia Rodoviária Federal para apresentar propostas contra o fechamento do retorno no canteiro central da BR-324 que aumenta em 16 km o percurso para terem acesso à localidade. De acordo com José Nery, líder comunitário local, a comunidade sugeriu a construção de viadutos e de vias alternativas como solução definitiva para a área. Enquanto a concessionária Via Bahia não define sobre a solução do problema, a comunidade quer a manutenção do retorno.

Os protestos da comunidade começaram logo após o São Pedro, quando a Polícia Rodoviária Federal fechou o acesso ao bairro. Eles são contra a mudança do local do retorno de acesso ao bairro para outro, 2,5 km a frente. A comunidade interditou a pista no último dia 4, como protesto contra a ação da Polícia Rodoviária Federal, que justificou a medida como meio de evitar acidentes durante os festejos de São Pedro de Humildes.

Dados da PRF apontam que em 2010, no trecho do acesso de Humildes e Limoeiro, ocorreram 53 acidentes com 33 feridos e seis mortos. Já em 2011, até o último domingo, ocorreram 26 acidentes com nove feridos e nenhum morto. Segundo a Via Bahia, concessionária que administra a BR-324, os elevados índices de acidentes na área provocaram o fechamento permanente do acesso.

Presente a reunião, que aconteceu no salão paroquial do bairro de Limoeiro, o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) reafirmou as críticas contra o descaso da Via Bahia em relação a prestação de serviço, principalmente no atendimento às solicitações da sociedade. “O objetivo da Via Bahia é ganhar dinheiro, tanto que ela investe mais na construção das praças de pedágio do que na recuperação da rodovia”, enfatizou o parlamentar.

Um exemplo da prestação de serviço precária foi o atropelamento e morte da aposentada Maria de Lourdes Moreira de Souza, 66 anos, por um guincho da concessionária Via Bahia no município de Jequié, a 365 km de Salvador. A vítima foi atingida ontem de tarde na área de estacionamento do Posto Santa Rita.

O caminhão-guincho teria ido ao local prestar socorro a um veículo Paraty de placa BPH-8022, que estava quebrado às margens da BR 116. A aposentada era passageira do veículo de passeio. O acidente ocorreu no momento em que o caminhão deixava o local, após rebocar a Paraty. Ao dar marcha ré, o motorista do caminhão não percebeu a presença da aposentada ao lado do veículo e acabou a atingindo. A vítima morreu no local, e o motorista fugiu após o acidente.

Na semana passada um outro acidente envolvendo guincho da Via Bahia, deixou dois mortos e três feridos. O veículo Pálio com cinco pessoas colidiu na traseira da carreta que estava sendo rebocada pelo guincho, na 116/Sul, próximo a praça de pedágio em Jequié. Chales Renato Silva, um dos sobreviventes, acusa o motorista do guincho de ser responsável pela tragédia. Ele estava no veículo com Adson Cesarino Oliveira (condutor) e os irmãos Lúcia, Marinalva e Jocélio de Novaes. Vieram de São Paulo a Salvador de avião e de lá seguiam de carro para a cidade de Lajedo do Tabocal, para o sepultamento da mãe dos três últimos. Adson e Jocélio não resistiram ao acidente.

Segundo Renato Silva, o guincho estava sem sinalização, entrou na pista de repente puxando a carreta e o motorista do carro não conseguiu desviar. “Foi irresponsabilidade da companhia”, disse Renato. Ele também reclamou da falta de material para os primeiros socorros na ambulância da Via Bahia ,que prestou socorro. “Só tinham luva”, frisou. Renato Silva afirmou ainda que todas as medidas jurídicas cabíveis serão tomadas contra a empresa.


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