Professor defende direito a vida paralela como stripper e ator pornô

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Um professor que admitiu levar uma “vida dupla” como stripper e ator pornô defendeu seu direito à privacidade para um painel disciplinar na Inglaterra.

Benedict Garrett, que usa o codinome Johnny Anglais na indústria pornô, disse que outros professores fumam e bebem até cair e não são julgados por sua conduta.

O caso foi julgado no Conselho Geral de Ensino da Inglaterra, que aceitou vários argumentos do professor e adotou a punição mais branda para o caso: a emissão de uma reprimenda para constar de seu histórico profissional.

Garrett trabalhava como chefe de Educação Pessoal, Social, Econômica e da Saúde na escola secundária Beal High School, em Ilford, nos arredores de Londres.

A história dele veio à tona em junho do ano passado, quando alunos viram seu website, no qual ele disponibiliza fotos, vídeos e e-mail de contato para clientes.

Em várias imagens, Johnny Anglais desempenha o que parece ser seu personagem mais bem-sucedido, vestido de bombeiro.

Desde que assumiu a sua vida paralela, Garrett tem sido criticado principalmente pelo fato de ensinar, entre outros temas, educação sexual para jovens de 11 e 12 anos.

O professor diz que não se arrepende de ensinar seus alunos a “ter uma mente aberta”.

Ele já deu declarações afirmando que “há muitas formas mais imorais de ganhar a vida que atuar em frente a uma câmera”.

“Advogados defendem pedófilos, banqueiros levantam recursos através de meios questionáveis e grandes corporações frequentemente colocam os lucros antes do meio ambiente”, argumentou.

Confissões

O professor, que foi demitido da escola em julho de 2010, postou no site de compartilhamento de vídeos YouTube uma série intitulada “Confissões de um professor censurado” (em inglês, ‘Confessions of an X-rated teacher’).

Ele tem dado entrevistas a rádios, TVs e jornais. Brinca com seu nome, (Benedict, ou bento, “um nome perfeitamente católico”, segundo ele) e diz que ganha 300 libras, ou mais de R$ 800, por aparição (“metade do que ganham as mulheres”).

“Há muitas formas mais imorais de ganhar a vida que atuar em frente a uma câmera. Advogados defendem pedófilos, banqueiros levantam recursos através de meios questionáveis e grandes corporações frequentemente colocam os lucros antes do meio-ambiente.”

“Realizar trabalhos de natureza pornográfica mina a confiança pública e a reputação da profissão e da escola”, afirmou.

Garrett admitiu as acusações, mas sustentou que elas não constituem nenhum desabono à sua competência profissional. Ele destacou que as atividades de stripper e de astro pornô são legais na Grã-Bretanha.

*Com informações: BBC Brasil


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