Analistas elevam pela quinta semana consecutiva projeção para inflação oficial em 2011

Analistas elevam pela quinta semana consecutiva projeção para inflação oficial em 2011

A projeção de analistas do mercado financeiro para a inflação oficial em 2011 subiu pela quinta semana consecutiva, ao passar de 6,45% para 6,46%. Para 2012, a estimativa também subiu, de 5,40% para 5,50%, pela terceira semana seguida. As projeções constam do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em pesquisa feita com analistas do mercado financeiro.

As expectativas para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), estão cada vez mais distantes do centro da meta de inflação de 4,5%, mas dentro do limite superior de 6,5%.

Depois da decisão inesperada do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no dia 31 de agosto, de reduzir a taxa Selic, usada como instrumento para calibrar a inflação, os analistas reduziram a projeção para os juros básicos. No boletim da semana passada, a estimativa para a Selic ao final deste mês caiu para 11% ao ano e assim permaneceu na pesquisa divulgada hoje. Para 2012, a estimativa caiu pela quarta semana seguida, ao passar de 11% para 10,75% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 12% ao ano. O Copom ainda tem duas reuniões marcadas para 2011, em outubro e em novembro.

A pesquisa do BC também traz projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,82% para 5,77%, este ano, e permanece em 5%, em 2012.

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu de 5,67% para 5,76%, este ano, e de 5,03% para 5,05%, em 2012.

Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), os analistas alteraram a projeção de 5,80% para 5,77%, em 2011, e mantiveram em 5,04% para o próximo ano.

A estimativa dos analistas para os preços administrados passou de 5,55% para 5,60%, em 2011, e de 4,50% para 4,55%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo.

Índice que reajusta aluguéis sobe e fica em 0,52% na segunda prévia do mês

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que serve como referência para reajustes em contratos de aluguel, subiu na segunda prévia de setembro e ficou em 0,52%. No mesmo período do mês anterior, a taxa havia sido 0,33%. De acordo com dados divulgados hoje (19), pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o índice acumula alta de 4,02% no ano e de 7,33% no período dos últimos 12 meses.

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) passou de 0,45%, na segunda leitura de agosto, para 0,59% neste levantamento. Houve aumento em matérias-primas brutas (de 1,29% para 1,72%) e os itens que mais contribuíram para esse movimento foram o café em grão (de -2,92% para 9,92%), o minério de ferro (de 0,03% para 3,06%) e a soja em grão (de 1,74% para 5,34%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também registrou elevação, passando de 0,08% para 0,52%. Cinco das sete classes de despesa que formam o IPC apresentaram acréscimo, com destaque para alimentação (de -0,13% para 0,85%). Ficaram mais caros ou reduziram o ritmo de queda os preços de hortaliças e legumes (de -5,18% para -2%), das frutas (de 2,18% para 6,12%) e das carnes bovinas (de 0,05% para 1,45%).

Também apresentaram aumento em suas taxas os grupos vestuário (de -0,75% para 1,58%), saúde e cuidados pessoais (de 0,37% para 0,60%), educação, leitura e recreação (de 0,01% para 0,18%) e transportes (de 0,01% para 0,18%).

Já em habitação (de 0,35% para 0,31%) e despesas diversas (de 0,10% para 0,07%), houve diminuição nas taxas.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou redução, passando de 0,18% na segunda prévia de agosto, para 0,09% na segunda leitura de setembro. O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,32% para 0,18% e o custo da mão de obra diminuiu de 0,04% para 0,01%.

Para calcular a segunda prévia do IGP-M, foram coletados preços entre os dias 21 de agosto de 10 de setembro.

Líderes mundiais se reúnem em Nova York em um momento de crise econômica e conflitos armados

A 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) ocorre no momento em que o mundo discute os impactos da crise econômica internacional, os conflitos no Norte da África e no Oriente Médio, o agravamento da fome em vários países africanos, a pressão da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para reconhecer o Estado palestino e as dificuldades para a reconstrução do Haiti.
Todos os temas fazem parte da agenda internacional da presidente Dilma Rousseff, que pela primeira vez, abrirá os trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, na manhã de quarta-feira (21). Dilma chega hoje (18) a Nova York. A expectativa, de acordo com diplomatas e especialistas, é que ela anuncie a posição do Brasil em relação a temas considerados sensíveis.

A presidenta deverá mencionar a posição do governo brasileiro em relação ao Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia – comandado pela oposição ao presidente líbio, Muammar Khadafi. Anteontem (16) a ONU reconheceu o órgão e mais de 60 governos também legitimam o conselho como capaz de coordenar a transição na Líbia. Mas a Brasil ainda não se posicionou.

Em relação ao Estado da Palestina, o Brasil é favorável à autonomia da região respeitando o negociado em 1967. Em dezembro do ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou o reconhecimento e recebeu mensagens de agradecimento das autoridades palestinas. Na ONU, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, avisou que vai pedir o reconhecimento do Estado da Palestina como independente.

O assunto divide opiniões na comunidade internacional. O governo de Israel é contrário à proposta porque alega que os palestinos querem dividir a cidade de Jerusalém, algo inaceitável para os israelenses. Os norte-americanos informaram que vão rejeitar o pedido de Abbas porque defendem mais negociações antes do reconhecimento.

A crise econômica mundial é outro tema que será abordado pelos líderes. Dilma alertou, em várias ocasiões, sobre impactos da crise nos países em desenvolvimento e disse que o Brasil redobrará os esforços para evitar os efeitos na região. Paralelamente, a Europa busca meios de impedir o agravamento da situação.

Os conflitos nos países muçulmanos ganharam desdobramentos que vão além das questões regionais, pois na Líbia o país vive em clima de guerra, enquanto na Síria o presidente Bashar Al Assad demonstra não respeitar os acordos internacionais para preservação dos direitos humanos e a situação se agrava. O cálculo é que mais de 2,6 mil sírios morreram em seis meses de confrontos.

A comunidade internacional deve, mais uma vez, agora nas presenças dos líderes mundiais, rechaçar a forma como Assad conduz o conflito na Síria e cobrar o fim dos confrontos e a aplicação de medidas democráticas. Paralelamente, outra preocupação é com a situação no Haiti. Desde 12 de janeiro de 2010, quando houve o terremoto que devastou o país, há esforços para sua reconstrução.

A instabilidade política no Haiti se reflete também na ajuda humanitária ao país e no processo de reconstrução, segundo o secretário-geral das Nações Unidas na região, Mariano Fernández. O alerta foi feito na última sexta-feira (16). O Brasil é um dos países que mais têm cooperado com o Haiti, de acordo com o embaixador haitiano em Brasília, Idalbert Pierre-Jean.

Dilma está em Nova York acompanhada por cinco ministros: o das Relações Exteriores, Antonio Patriota; o da Saúde, Alexandre Padilha; o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o do Esporte, Orlando Silva; e a da Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas.

Focus: estimativa de crescimento do PIB este ano chega a 3,52%, na sétima queda seguida

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) reduziram pela sétima semana seguida a projeção para o crescimento da economia – Produto Interno Bruto (PIB) – este ano. A estimativa passou de 3,56% para 3,52%. Para 2012, ocorreu a quarta queda seguida, de 3,80% para 3,70%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial também foi reduzida, de 2,60% para 2,52%, este ano, e continua em 4,30%, em 2012.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 39,15% para 39,10%, em 2011, e permanece em 38%, no próximo ano.

A expectativa para a cotação do dólar ao final de 2011 subiu de R$ 1,60 para R$ 1,65, este ano, e foi mantida em R$ 1,65, em 2012. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 23,80 bilhões para US$ 24 bilhões, este ano, e de US$ 15,30 bilhões para US$ 15,80 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa passou de US$ 57,87 bilhões para US$ 57,80 bilhões, em 2011, e de US$ 68,63 bilhões para US$ 68,90 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 55 bilhões, neste ano, e em US$ 50 bilhões, em 2012.


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